Montante médio dos créditos à habitação dispara em janeiro de 2026 sem aumentar prazos

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o montante médio concedido passou de 208.854 euros para 237.319 euros, um acréscimo de cerca de 28.500 euros em apenas um mês

Executive Digest com ComparaJá.pt

O início de 2026 está a ser marcado por um salto significativo no montante médio financiado nos créditos à habitação, revela a mais recente análise de mercado de crédito habitação do ComparaJá. Apesar do aumento dos valores, os prazos permanecem praticamente inalterados, indicando um esforço mensal mais elevado para as famílias.

Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o montante médio concedido passou de 208.854 euros para 237.319 euros, um acréscimo de cerca de 28.500 euros em apenas um mês. Face a janeiro de 2025, a diferença atinge aproximadamente 74.000 euros, refletindo a valorização contínua do mercado imobiliário.



O relatório destaca que este crescimento é mais evidente nas áreas urbanas de maior pressão, onde os montantes pedidos aos bancos atingem níveis que eram excecionais há poucos anos.

“O aumento dos montantes financiados e a redistribuição das preferências de taxa mostram um consumidor mais atento, mas também mais exposto ao risco de pagar demasiado pelo crédito se não comparar propostas com rigor”, sublinha Rita Sogalho, Team Leader de Crédito Habitação do ComparaJá.

Apesar do aumento do capital financiado, o prazo médio dos contratos manteve-se nos 31,2 anos, praticamente inalterado face aos meses anteriores. Isto significa que os mutuários estão a absorver o acréscimo de financiamento em prestações mensais mais altas, numa altura em que pequenas oscilações das taxas de juro podem ter impacto significativo no orçamento familiar.

O estudo do ComparaJá conclui que o mercado se torna mais exigente para os novos compradores: imóveis mais caros e créditos mais elevados exigem maior capacidade financeira, tornando essencial uma análise cuidadosa das condições do empréstimo, como taxa, prazo, indexante e esforço mensal.

Este cenário deixa um alerta claro: a sustentabilidade do financiamento ao longo de três décadas depende agora de escolhas bem ponderadas, numa altura em que o peso do crédito na vida das famílias tende a aumentar.

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