O aumento do preço das camas em lares de idosos registou um abrandamento em 2026, aproximando o custo das vagas comparticipadas do das camas privadas. De acordo com o mais recente estudo da Lares Online, a mensalidade média nacional atingiu, em janeiro de 2026, os 1.852 euros, o que representa uma subida de 10% face a 2025.
Apesar da atualização, o crescimento é significativamente inferior ao aumento de 18% registado entre 2024 e 2025, sinalizando uma maior estabilidade no setor das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).
Diferença entre camas comparticipadas e privadas é cada vez menor
O estudo revela que a distância entre o custo real de uma cama comparticipada e o de uma cama privada é atualmente reduzida. As camas privadas, com uma mensalidade média de 1.852 euros, continuam a ser, na maioria dos casos, a resposta mais imediata para famílias que necessitam de uma colocação urgente.
Em 2025, o custo médio de integração numa ERPI em cama comparticipada situou-se nos 1.629,15 euros, podendo atingir os 1.873,52 euros. Deste montante, apenas 666,90 euros são comparticipados pelo Estado, sendo os restantes 1.206,62 euros suportados pelo utente e pela respetiva família.
Segundo Marina Lopes, CEO da Lares Online, o abrandamento do crescimento das mensalidades reflete um mercado mais estável e previsível, o que considera fundamental para famílias que enfrentam decisões exigentes e emocionalmente difíceis. A responsável sublinha que, mais do que o preço, é essencial garantir acesso rápido a respostas qualificadas, seguras e ajustadas às necessidades de cada pessoa, destacando o papel da plataforma no apoio à tomada de decisão informada.
Os lares de idosos procedem, regra geral, à atualização dos preçários no início de cada ano, para acomodar o aumento dos custos operacionais. Em 2026, a subida do salário mínimo nacional para 920 euros, bem como o aumento das despesas com energia, água, gás, alimentação e outros serviços essenciais, contribuiu para a revisão dos valores praticados.
Ainda assim, o aumento de 10% registado este ano representa um ritmo mais moderado, refletindo o esforço do setor em equilibrar a sustentabilidade financeira com a acessibilidade das respostas.
Tipologia de quarto e serviços influenciam o valor final
O custo de um lar varia em função de vários fatores, como a tipologia do quarto, o grau de dependência do residente, os cuidados de saúde disponibilizados, a qualidade das infraestruturas e o plano de atividades oferecido.
Em janeiro de 2026, os quartos partilhados apresentaram uma mensalidade média de 1.672 euros, enquanto os quartos individuais atingiram, em média, os 2.035 euros. A análise baseia-se numa amostra de lares registados na plataforma Lares Online, que representa cerca de 10% das mais de 107 mil camas existentes em Portugal.
A análise territorial evidencia que distritos como Viseu, Lisboa e Porto apresentam níveis de procura elevados face à capacidade disponível, refletindo a pressão crescente sobre a rede de respostas residenciais. Em paralelo, observa-se uma evolução contínua na qualidade dos serviços prestados, com mais lares a oferecer enfermagem permanente e programas de atividades especializadas.
Atualmente, é possível encontrar estruturas com animador sociocultural a tempo inteiro a partir de 1.800 euros mensais, bem como soluções com enfermagem 24 horas desde cerca de 2.190 euros, reforçando a diversidade e especialização da oferta disponível no mercado.
Para a Lares Online, compreender os fatores que influenciam o custo de um lar é essencial para uma escolha segura e consciente. A decisão deve ir além do preço, privilegiando o conforto, a segurança e a qualidade de vida da pessoa idosa. Através da sua plataforma, a empresa continua a apoiar milhares de famílias em todo o país, ajudando-as a encontrar, de forma rápida e informada, a solução mais adequada às suas necessidades.












