A Terra deverá ser afetada por tempestades solares pelo menos até domingo, depois de uma série de erupções solares de elevada intensidade registadas nos primeiros dias de fevereiro. As tormentas geomagnéticas já começaram desde quinta-feira e resultam de explosões severas ocorridas numa região ativa do Sol.
De acordo com a ‘CNN Brasil’, o alerta foi atualizado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, que prevê vários episódios de atividade geomagnética moderada ao longo dos próximos dias.
As previsões apontam para tempestades de categoria G1, a mais baixa da escala, na quinta-feira, hoje e novamente no domingo, com um período de menor intensidade este sábado. Apesar de se tratar de um nível reduzido, os fenómenos podem provocar interferências em operações de satélite, com impacto potencial em sistemas de navegação como o GPS.
Riscos para comunicações e redes elétricas
Segundo a NASA, as erupções solares associadas a este tipo de tempestades podem também afetar comunicações por rádio, redes elétricas e sinais de navegação, além de representarem riscos acrescidos para astronautas em missão.
Está igualmente prevista a ocorrência de auroras boreais nos próximos dias, sobretudo em regiões de latitudes elevadas, como consequência da interação entre as partículas solares e o campo magnético terrestre.
Mancha solar ativa e erupções de classe X
A origem destas tempestades está associada a uma região de manchas solares identificada como AR4366, que surgiu no final de janeiro e se mantém altamente ativa. Esta área do Sol, com uma dimensão estimada em cerca de dez vezes o tamanho da Terra, foi responsável por pelo menos seis erupções solares de classe X em apenas quatro dias, um fenómeno considerado pouco comum.
Segundo explicou à ‘CNN Brasil’ o astrónomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a sequência de explosões severas indica um período de intensa atividade magnética do Sol.
O que são erupções solares e por que são relevantes
As erupções solares fazem parte do ciclo natural de atividade do Sol, que dura em média 11 anos e inclui a inversão do seu campo magnético. Durante os períodos de maior atividade, aumentam as manchas solares visíveis e a frequência de explosões energéticas.
As erupções classificam-se por letras, de acordo com a sua intensidade. As de classe X são as mais severas e têm maior potencial para afetar satélites em órbita da Terra e sistemas tecnológicos. As classes M e C representam níveis intermédios e baixos, enquanto as classes B e A têm impacto praticamente nulo.
Apesar de frequentes, séries concentradas de erupções de classe X em poucos dias são raras e justificam os alertas emitidos pelas autoridades científicas e meteorológicas.








