Um grupo de piratas informáticos anunciou esta quinta-feira ter atacado os servidores da Altice Portugal, sendo que este é o mesmo grupo que reivindicou o recente ataque à EDP.
Este grupo chama-se ‘CyberTeam’ e é constituído por hackers brasileiros, franceses e holandeses, mas também um português.
Questionada sobre a veracidade deste ataque, fonte oficial da Altice Portugal confirmou, à Executive Digest, que foi alvo de um ataque. Porém “as consequências deste foram praticamente nulas”, assegura.
A Altice esclarece ainda que todos os dias são alvo de ataques cibernéticos sem que estes causem impacto nos sistemas ou operações devido ao trabalho diariamente executado e ao desenvolvimento de nova tecnologia e software pela DCY (Head of CyberSecurity & Privacy) da área do CTO da Altice Portugal.
“Este trabalho desenvolvido internamente tem-se revelado precioso e decisivo na defesa das nossas operações e proteção dos nossos clientes”, reforça ainda.
Particularmente sobre estes ataques, a empresa garante que acontecem “às dezenas por semana, e não se limitam a atacar empresas como a Altice Portugal mas, sim prejudicar as pessoas, as famílias, as empresas e a economia nacional”.
A operadora lamenta ainda que estes crimes sejam perpetrados “apenas por desporto, bem como projetar a visibilidade e promoção do nome destes grupos criminosos na imprensa nacional e internacional”.
A empresa adiantou que já está a comunicar às entidades competentes, sendo que volta a sublinhar “o facto deste tipo de ataques acontecerem recorrentemente e às dezenas pelo que a sua publicitação apenas favorece a promoção e continuidade desta lamentável e perigosa atividade criminosa”.
Importa recordar que este rede internacional de piratas informáticos, que inclui um hacker português já conhecido das autoridades, ameaça fazer um ataque de larga escala às empresas nacionais no próximo dia 25 de abril, segundo apurou o ‘CM’ que ainda assegura que este é o mesmo grupo que, no início de março, divulgou milhares de endereços de email da Presidência da República, bem como de partidos políticos, polícias, militares, banca, clubes de futebol e várias instituições nacionais.








