Maria Lúcia Amaral, ministra da Administração Interna, reforçou a mensagem de alerta, à saída da conferência de imprensa da Proteção Civil, na sequência de uma “provação terrível provocada por um fenómeno climatérico extremo”. “Resultado disso, cinco pessoas perderam a vida, para onde vai o nosso primeiro pensamento”, indicou. “Infelizmente, a provação por que passámos não terminou.”
“Esta foi uma conferência de imprensa preventiva. Com o que sabemos, tudo leva a crer que a partir da noite de domingo teremos um quadro meteorológico muito severo. Não a repetição do que aconteceu, porque foi raro e de difícil antecipação, mas vamos ter condições meteorológicas adversas”, salientou a ministra, “que exige grande prevenção”. “Ajudem-nos a alertar para esta noção muito clara: temos de nos prevenir para uma semana difícil e prestem atenção a todas as recomendações.”
A ministra justificou a sua ausência no teatro das operações. “Eu sou a responsável pela Administração Interna e da Proteção Civil com muita honra. Acontece que há muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade, no gabinete… temos trabalho de informação, reflexão, planeamento e coordenação”, apontou Maria Lúcia Amaral. “Ao contrário do que se pensa, não é só a ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) que presta proteção e socorro. O sistema chama-se Sistema Integrado de Proteção e Socorro, coordenado pela ANEPC, mas é composto por muitas entidades do Estado: Forças Armadas, forças de segurança, Ministério do Ambiente…”
“O planeamento começou antes da noite [da passagem da depressão Kristin] com a convocação de um Centro Nacional de Coordenação Operacional, que agrega todas as autoridades, e distribui funções. Estamos perante uma ação do Estado que é mais bem sucedida quanto melhor coordenada por agentes muito diversos”, frisou. “Tudo faremos para minorar o sofrimento das pessoas perante estes fenómenos climatéricos a que não estávamos habituados.”














