Bruxelas adia medidas do Pacto Verde Europeu

Bruxelas vai adiar a maioria das medidas do Pacto Verde Europeu, que visa angariar um trilião de euros até 2030 para actividades sustentáveis. A maioria dos documentos, estratégias e comunicações legislativas planeados para 2020 estão atrasados.

Simone Silva

Bruxelas vai adiar a maioria das medidas do Pacto Verde Europeu, que visa angariar um trilião de euros até 2030 para actividades sustentáveis, apesar de que tanto a União Europeia como os restantes  governos consideram que o crescimento sustentável será essencial para a recuperação económica após a crise da Covid-19, segundo o ‘elEconomista’.

Teresa Ribera, ministra da Transição Ecológica de Espanha anunciou na semana passada o envio de uma carta à Comissão Europeia para que fossem «analisados quais os elementos do Pacto Verde Europeu que teriam luz verde para avançar».

No entanto, Bruxelas parece não estar a prestar muita atenção aos pedidos. O portal especializado em notícias europeias EurActiv teve acesso à revisão que o executivo de Úrsula Von der Leyen pretende fazer do cronograma de implementação do Pacto Verde e concluiu que a grande maioria dos documentos, estratégias e comunicações legislativas planeados para 2020 estão atrasados.

O novo programa de trabalho da Comissão Europeia, adaptado às necessidades urgentes da crise causada pelo Covid-19, deve ser publicado a 29 de Abril e, de acordo com o projecto do Pacto Verde, apenas se mantém as medidas relacionadas com a canalização de recursos para as economias: uma estratégia financeira sustentável renovada e a chamada onda de renovação, ambas previstas para o terceiro trimestre.

O Plano de Objectivos Climáticos para o terceiro trimestre de 2030  também está incluído, mas é muito provável que sofra alguns atrasos, uma vez que seria supostamente apresentado em Novembro, na Cimeira do Clima de Glasgow (COP 26), que acabou por ser adiada para 2021.

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Sustentabilidade dos transportes aéreo e marítimo também com atrasos

Bruxelas também já decidiu que a nova legislação sobre o Pacote de Economia Circular está adiada para 2021, documento que inclui os regulamentos para o transporte aéreo e marítimo utilizando combustíveis sustentáveis ​, bem como as estratégias de adaptação às mudanças climáticas e ao sector florestal.

Para além disso, está em discussão o adiamento de todas as outras medidas, nove no total: a legislação e a revisão da Directiva de Informações Não Financeiras; o Oitavo Programa de Acção Ambiental; o Pacto Climático Europeu; a promoção da energia eólica offshore; as estratégias de biodiversidade para a agricultura, entre outras.

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