Avisos laranja e chuva forte em Portugal: como o mau tempo pode danificar o seu automóvel

Onze distritos do continente vão estar sob aviso laranja nos próximos dias, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, num contexto de agravamento das condições atmosféricas em toda a Península Ibérica

Automonitor
Janeiro 26, 2026
17:47

Portugal prepara-se para vários dias de instabilidade meteorológica marcada por chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em algumas regiões, um cenário que aumenta não só os riscos na estrada como também a probabilidade de danos significativos nos automóveis. Onze distritos do continente vão estar sob aviso laranja nos próximos dias, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, num contexto de agravamento das condições atmosféricas em toda a Península Ibérica.

De acordo com o IPMA, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão enfrentar períodos de risco moderado a elevado, com destaque para a agitação marítima e a precipitação persistente. Em vários pontos do litoral, estão previstas ondas de noroeste com cinco a sete metros de altura significativa, podendo atingir picos de 12 metros, enquanto no interior se antevê chuva forte, vento intenso e queda de neve nas zonas mais elevadas.

A instabilidade não se limita a Portugal. A passagem sucessiva de tempestades atlânticas deverá provocar uma semana muito chuvosa em grande parte da Península Ibérica, sobretudo no oeste e no sul, com acumulados elevados de precipitação em curtos períodos de tempo. Segundo a Agência Estatal de Meteorologia espanhola, este padrão aumenta o risco de inundações rápidas, trovoadas, granizo e rajadas muito fortes, além de uma descida acentuada da cota de neve com a entrada de uma massa de ar mais frio.

Este contexto meteorológico adverso tem efeitos diretos nos veículos, especialmente quando a chuva intensa e o granizo se combinam com vento forte. As superfícies planas dos automóveis, como o capot, o tejadilho e a tampa da bagageira, são particularmente vulneráveis ao impacto do granizo, podendo ficar marcadas por amolgadelas profundas que exigem reparações dispendiosas. Ao contrário das portas, estas zonas absorvem o impacto de forma direta, sem reforços estruturais.

O risco mais grave, contudo, está nos vidros. Granizo de grandes dimensões pode provocar microfissuras no para-brisas que, sob chuva intensa e pressão do vento, podem evoluir rapidamente para ruturas totais. Os faróis modernos, fabricados maioritariamente em policarbonato, também podem rachar, lembrou o site ‘El Economista’, permitindo a entrada de humidade e comprometendo sistemas de iluminação LED ou laser, cujo custo de substituição é elevado.

A chuva persistente aumenta ainda a probabilidade de falhas nos sistemas de drenagem do automóvel. Canais obstruídos por folhas ou detritos podem provocar a entrada de água no habitáculo ou, em casos mais graves, atingir componentes eletrónicos sensíveis, causando avarias dispendiosas ou mesmo irreversíveis. Em situações de acumulação de água na via, a circulação em poças profundas pode reduzir temporariamente a eficácia dos travões ou levar à entrada de água no motor, provocando danos mecânicos severos.

Num cenário de avisos laranja e amarelo em grande parte do país, as autoridades recomendam prudência redobrada na condução, evitando deslocações desnecessárias durante períodos de maior intensidade da chuva e do vento. O IPMA recorda que o aviso laranja corresponde a uma situação de risco moderado a elevado, enquanto o aviso amarelo sinaliza condições potencialmente perigosas para atividades dependentes do estado do tempo, incluindo a condução rodoviária.

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