Caso António José Seguro vença a segunda volta das eleições presidenciais, Margarida Maldonado Freitas, mulher do candidato, pretende continuar a exercer a sua atividade profissional, conciliando-a com as funções protocolares associadas ao papel de primeira-dama. A opção reflete a linha de discrição e normalidade que o antigo líder socialista tem procurado manter desde que regressou à vida política.
A decisão surge num contexto marcado pela decisão dos eleitores, ontem, de levar António José Seguro e André Ventura à segunda volta das presidenciais. A candidatura de Seguro assinala o seu regresso à política ativa, uma década depois de se ter afastado na sequência da derrota nas primárias do PS frente a António Costa, período durante o qual se dedicou ao ensino e a outras atividades, mantendo-se afastado dos grandes debates nacionais.
Seguro descreveu esta candidatura como “sem amarras” e aberta a todos os democratas, assumindo um perfil independente e procurando marcar distância face às lógicas partidárias tradicionais. A reserva que sempre cultivou na vida política estende-se à esfera pessoal, sendo raras as referências públicas à sua vida familiar, embora destaque o papel central da mulher, Margarida Maldonado Freitas, e dos dois filhos do casal.
Foi o próprio candidato quem revelou detalhes do início da relação, numa evocação pouco habitual do seu lado mais pessoal. “Estava numa discoteca, subi para cima de uma coluna a dançar, estava entre amigos”, recordou, acrescentando que “a minha mulher é muito bonita, por dentro e por fora. Apaixonámo-nos à primeira vista e passadas umas semanas estávamos a namorar. Somos diferentes, mas completamo-nos bem. É especial para mim”.
Mesmo em caso de vitória eleitoral, António José Seguro já deixou claro que Margarida Maldonado Freitas não assumirá um papel tradicional de primeira-dama. Farmacêutica e proprietária de farmácias, pretende manter a sua vida profissional, apoiando o marido apenas quando as exigências do Estado o justificarem. “Continuará a fazer a sua vida profissional e estará presente quando a exigência de Estado o justifique”, afirmou o candidato.
Essa opção de continuidade estende-se também à vida familiar. Recorde-se que, em entrevista ao Expresso, Seguro revelou que não pretende mudar-se para o Palácio de Belém, preferindo manter a residência nas Caldas da Rainha, admitindo apenas pernoitar em Lisboa sempre que as funções presidenciais o tornem necessário.














