A secretária de Estado do Ambiente defende que no combate à pandemia de Covid-19 «há gestos que todos podemos ter para ajudar quem está na linha da frente desse combate». Numa mensagem de vídeo, Inês dos Santos Costa apela a todos os cidadãos para que cumpram as determinações impostas neste período de Estado de Emergência e tenham atenção especial ao uso final das máscaras, luvas e lenços.
«Coloque as máscaras, as luvas ou os lenços para o lixo comum e nunca para a reciclagem nos ecopontos», começa por apontar, lembrando que os trabalhadores «que todos os dias garantem a recolha e a limpeza urbana agora mais do que nunca devem também ser merecedores da vossa atenção». Inês dos Santos Costa salienta que «é tempo de reforçar o respeito e o apoio a estes profissionais, que contribuem para garantir que continuamos a ter ruas e cidades mais limpas».
A governante pede à população que não coloque em causa todo «o esforço e dedicação destes trabalhadores», garantindo assim um «serviço essencial» e que, «apesar de muitas vezes invisível, a sua ausência é sempre notada».
«Não se esqueça. Reduza o desperdício que tem em casa. Quanto menos lixo, menos sobrecarga no sistema de recolha. Se existem casos de contaminação por Covid-19 em sua casa, por favor, respeite as indicações já dadas. Coloque todos os resíduos em, pelo menos, dois sacos do lixo, até dois terços da sua capacidade, bem atados e colocados no lixo comum. Se não há ninguém infectado em sua casa, continue a utilizar os meios ao seu dispor. Lixo indiferenciado no lixo comum e todo o material reciclável nos ecopontos», elenca.
A secretária de Estado do Ambiente pede ainda que a deposição do lixo seja feita nos horários de recolha, tendo em conta a capacidade dos contentores, e que se evite colocar móveis, por exemplo, na via pública. «Este é um tempo de emergência. Não podemos sobrecarregar a limpeza urbana com serviço adicional», lembra.
http://videos.sapo.pt/rjrqMSo0PNRSktRFELTf
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infectou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infecção, cerca de 402 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril.













