Previsões FMI: No duelo de titãs, China escapa à recessão e EUA atingem mais de 10% de desemprego

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, os pedidos de subsídio de desemprego atingiram os 6,6 milhões, devido ao impacto da pandemia covid-19 nas atividades económicas.

Sónia Bexiga

Enquanto a China, país de origem da pandemia de covid-19 e que teve parte da sua atividade económica suspensa no primeiro trimestre do ano, deverá escapar à recessão em 2020, crescendo 1,2%, os Estados Unidos deverão registar uma recessão de 5,9% em 2020 devido à pandemia, e a taxa de desemprego ascenderá aos 10,4%, segundo as Perspetivas Económicas Mundiais divulgadas, esta terça-feira, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com os números do FMI, depois de um crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, a pandemia de covid-19 causará uma recessão de 5,9% à economia norte-americana em 2020, recuperando depois em 2021 com uma subida de 4,7%.

Quanto ao desemprego, a taxa de 3,7% referente a 2019 passará aos 10,4% em 2020 por causa dos efeitos económicos da pandemia de covid-19, baixando para 9,1% em 2021. Recorde-se que, na quinta-feira passada, foi divulgado pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos que os pedidos de subsídio de desemprego atingiram os 6,6 milhões na semana anterior, devido ao impacto da pandemia covid-19 nas atividades económicas.

Já a inflação, que em 2019 foi de 1,8%, deverá recuar para 0,6% este ano, subindo para 2,2% em 2020.

Os Estados Unidos contaram, em 24 horas, 1.509 mortos devido ao novo coronavírus, um número quase idêntico ao de domingo, indicou a Universidade Johns Hopkins. Assim, o número total de mortes desde o início da pandemia no país subiu para 23.529, sendo os Estados Unidos a nação mais atingida pela doença respiratória covid-19, de acordo com os dados de segunda-feira. Mais de 550 mil pessoas estão infetadas, referiram os centros de prevenção e de luta contra as doenças (CDC) norte-americanos.

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Sobre a China, o FMI dá ainda nota de que depois de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,1% em 2019, em 2020 o país deverá registar um crescimento de 1,2% e de 9,2% em 2021.

A China sentiu os efeitos da covid-19 no primeiro trimestre do ano, sobretudo na província de Hubei (centro), onde se originou o surto (na cidade de Wuhan), obrigando ao encerramento parcial da sua atividade económica.

Segundo os números do FMI, a taxa de inflação não deverá sofrer grandes alterações, já que dos 2,9% registados em 2019 passa para 3,0% este ano e 2,6% em 2021.

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A nível de desemprego, a taxa deverá subir dos 3,6% registados em 2019 para os 4,3% em 2020, descendo posteriormente para os 3,8% em 2021.

A China registou 89 casos de infeção pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, incluindo três de contágio local na província de Guangdong, adjacente a Macau, informou hoje a Comissão de Saúde do país.

Até às 00:00 de hoje (17:00 de segunda-feira em Lisboa), as autoridades chinesas não registaram novas mortes devido à covid-19, o terceiro dia desde o início da epidemia, em dezembro passado, sem vítimas mortais.

Todos os três casos de contágio local foram diagnosticados na província de Guangdong, adjacente a Macau, no sudeste do país. Os restantes 86 casos são importados do exterior.

O número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 82.249, entre os quais 3.341 pessoas morreram e, até ao momento, 77.738 pessoas tiveram alta, segundo a Comissão de Saúde chinesa.

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