«Não podemos excluir a necessidade de nacionalizar a TAP ou outra empresa fundamental para o país. Não podemos correr o risco de a perder», admitiu o primeiro-ministro, António Costa, em entrevista à rádio “Observador”.
«Todos sabemos que o sector da aviação sofreu de forma devastadora esta crise e que já que havia alguma vontade dos accionistas em puderem alienar as suas posições. [A TAP] é uma empresa estratégica para o país», sublinhou.
O chefe do Governo lembra que o Executivo adquiriu uma posição de 50% e que «os privados já tinham manifestado o seu interesse em alienar». «Neste momento, não há nenhuma companhia aérea a pensar em novos investimentos», acrescentou.
Em entrevista à “TVI” na segunda-feira, o ministro das Finanças também admitiu a nacionalização da transportadora aérea TAP como uma possibilidade de viabilizar a companhia. «Tem desafios únicos. Há muitas formas de intervir, mas essa também é uma delas», disse Mário Centeno.
O ministro da Economia já havia dito, a 31 de Março, que o Governo «tem ferramentas para nacionalizar empresas e fará se for preciso». Em entrevista à “TSF”, Pedro Siza Vieira defendeu que será «muito difícil» que a TAP «mantenha todos os postos de trabalho funcionais» face à actual conjuntura, quando questionado sobre se admitia a hipótese de o Estado português vir a avançar para nacionalizações na sequência da crise gerada pela pandemia de Covid-19.
O governante garantiu que o Estado irá assegurar, na companhia aérea e outras empresas pretende «preservar a continuidade do país e das actividades que sejam estratégicas». «Seguramente vamos divergir, em comunidade, sobre o que são actividades estratégicas e quais são as empresas importantes, mas o Estado português tem ferramentas para nacionalizar empresas e usá-las-á se achar conveniente», explicou.
*Notícia actualizada às 10:01






