A ministra da saúde, Marta Temido, refere, na conferência de imprensa diária da Direcção Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira que a taxa de letalidade global subiu para 3,2%, 11,2% acima dos 70 anos.
A responsável indica que a DGS recomenda o uso de mascaras cirúrgicas a profissionais de saúde, pessoas com sintomas e outras que entrem em estabelecimentos de saúde, mas também a pessoas vulneráveis, idosos ou doentes crónicos, recordando que a DGS alargou na semana passada, a utilização a elementos outros elementos profissionais, nomeadamente forças de segurança.
A ministra da saúde refere que está previsto um plano de regresso à normalidade que será divulgado nos próximos dias, baseado em três pontos: os hospitais devem identificar os casos prioritários; devem também identificar as equipas cirúrgicas afectas à recuperação e ponderar alguma flexibilidade para optimizar as condições de utilização, «evitando um congestionamento do sistema em casos não urgentes».
No âmbito desse plano, Marta Temido revela que, num período futuro, quando o confinamento terminar, vão ser instituídas máscaras «sociais» ou comunitárias, sublinhando contudo, que «esta é uma medida adicional, complementar às medidas já implementadas de distanciamento social e higiene das mãos», refere.
A medida está alinhada com as recomendações do Centro de Prevenção e Controlo de doenças, na qual as máscaras cirúrgicas se destinam apenas aos casos prioritários mencionados em cima, já as máscaras sociais ou comunitárias, podem ser utilizadas, num momento futuro «que não é o que estamos hoje, de restrição de actividades essenciais», em espaços fechados com mais pessoas, para que possam complementar o uso de máscaras cirúrgicas e evitar que estas acabem por escassear.
Diversas entidades, nomeadamente o Infarmed, ASAE e outras, vão concluir esta tarde as normas técnicas para a utilização das máscaras ditas «sociais», informação que vão partilhar com a indústria e com a população em geral posteriormente, de acordo com a responsável.
Existem 73 mil profissionais a utilizar a aplicação Trace Covid e 36 mil utentes em vigilância clínica. Foram recebidas 10943 chamadas na linha SNS24 e atendidas 9903 com um tempo de espera geral de 30 segundos, segundo a responsável.
Marta Temido indica que «o número de doentes em cuidados intensivos está a diminuir, um sinal encorajador, mas não podemos ficar completamente tranquilos», refere sublinhando por isso a importância do material de ventilação no reforço das unidades de cuidados intensivos.
Desde 1 de Março foram realizados 179 mil testes de diagnóstico. Entre 1 e 31 de Março a testagem foi de 45%, já de 1 a 12 de Abril, aumentou para 55%, «o que significa que no começo do mês de Abril já foram realizados mais testes do que no mês de Março», refere Marta Temido.
«Os testes não salvam vidas mas podem ser uma medida de apoio à instituições, nomeadamente lares de idosos, ou estabelecimentos prisionais». São um instrumento e como tal «procuramos utiliza-los racionalmente, mas a sua utilização tem de ser acompanhada de outras medidas», refere a responsável.
Esta semana estima-se que sejam recebidas encomendas externas e internas, nomeadamente 19 milhões de máscaras cirúrgicas e um milhão de FFP2.
A acompanhar Marta Temido na conferência estava também a directora geral da saúde, Graça Freitas, que sublinha, que a taxa de letalidade, ou seja o número de pessoas que morrem em relação ao número de doentes, sofre diversas variações, referindo que a região centro apresenta a maior taxa de letalidade, devido à forte densidade de lares e instituições.
«Ainda não foi atingido o máximo do nosso potencial», refere Graça Freitas, dizendo que o crescimento diário não tem sido «muito acentuado, estamos num planalto e não houve necessidade de expandir a capacidade instalada, que tem sido suficiente para dar resposta», refere sublinhando contudo, que «nunca devemos estar descansados».
Portugal regista actualmente 535 vítimas mortais, mais 31 nas últimas 24 horas, e 16.934 casos confirmados de infecção, pelo novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico divulgado há instantes pela DGS.











