Taxa de inflação nula em março. Petróleo e pandemia provocam desaceleração

Esta desaceleração está associada à redução da procura deste tipo de produtos devido à pandemia e às divergências entre os países produtores de petróleo.

Sónia Bexiga

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi nula em março de 2020, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) na sua análise à evolução do índice de preços no consumidor, divulgados esta segunda-feira.

Esta desaceleração traduziu sobretudo a variação homóloga de menos 3,7% do índice relativo aos produtos energéticos (0,9% em fevereiro), refletindo a evolução dos preços nos mercados internacionais associada à redução da procura deste tipo de produtos devido à pandemia e às divergências entre os países produtores de petróleo.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) também registou uma variação homóloga nula, valor inferior em 0,1 p.p. ao registado em fevereiro.

A variação mensal do IPC foi 1,4% (menos 0,6% no mês precedente e 1,8% em março de 2019). A variação média dos últimos doze meses foi 0,3%, taxa idêntica à registada no mês anterior.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 0,1%, taxa inferior em 0,4 p.p. à do mês anterior e inferior em 0,6 p.p. à estimativa do Eurostat para a área do Euro (em fevereiro de 2020, esta diferença foi de 0,7 p.p.).

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O IHPC registou uma variação mensal de 1,6% ( menos 0,6% no mês anterior e 2,1% em março de 2019) e uma variação média dos últimos doze meses de 0,2% (valor inferior em 0,1 p.p. ao registado no mês precedente).

 

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