Os aumentos para a Função Pública prometidos pelo Governo coincidiram com a pandemia de Covid-19 e correm o risco de vir a cair. O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, já disse que «não sabe» se há condições. Contudo, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) não vão deixar cair essa reivindicação, avança o “Público”.
Porém, de acordo com o jornal, só Carlos Silva, da UGT, abre a porta a uma negociação com o Executivo. Isabel Camarinha, da CGTP, nem quer pensar na ideia de o Governo não cumprir o aumento de 1% acertado com a Administração Pública para 2021. «É inaceitável que se esteja a pensar manter o não aumento de salários para o público», vincou a secretária-geral da CGTP ao “Público”.
Carlos Silva tem entendimento diferente. «Tem de se fazer uma negociação em função da realidade do país», disse, sublinhando que é preciso «analisar o impacto económico desta crise e como vai ficar a capacidade do Estado».
O país regista já 380 vítimas mortais devido à Covid-19, mais 35 do que ontem, e 13.141 infectados, mais 699, revelam os dados do boletim epidemiológico da DGS, divulgado na quarta-feira.
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde a meia-noite de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado na passada quinta-feira na Assembleia da República.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 86 mil. Dos casos de infecção, cerca de 280 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.











