“As pessoas são o mais importante”: a revolucionária ‘revolução’ nos BMW Group Responsibility Days

Jorge Farromba esteve na Alemanha para assistir aos BMW Group Responsibility Days e explica o impacto de uma cultura automóvel com foco nas pessoas

Jorge Farromba
Novembro 25, 2025
13:01

Conhecemos a BMW como uma marca premium que vende automóveis, mas hoje quero demonstrar-vos que a mesma está também muito focada noutros temas como a sustentabilidade, a revolução digital, a responsabilidade socia e a inovação!

Para isso fui assistir aos BMW Group Responsibility Days, que aconteceram em Munique entre os dias 3 e 5 últimos.

Tratou-se de um evento para um grupo restrito de jornalistas de todo o mundo.

O artigo que hoje vos apresento tem sempre a mesma premissa: documentação oficial da própria BMW, notas pessoais e  pesquisa que efetuo para cada artigo. Considero – e consideram os estudos – que o relato na primeira pessoa por parte de jornalistas, opinion makers, influencers, pode chegar a ser 70% mais eficaz e permitir maior tração e visibilidade do que a publicidade da própria marca.

O objetivo destes dias muito intensos e com uma agenda que começava cedo – a partir das 6h da manhã, mas meticulosamente cumprida – faz-me recordar o rigor da aviação onde me movo – pretendeu mostrar como é que a BMW vê o seu papel na construção de um futuro onde a mobilidade automóvel, que é o negócio da marca, deve coexistir com uma forte responsabilidade social e também com a sustentabilidade ambiental, tendo como foco muito vincado: as pessoas. Referem constantemente!

Aliás, uma primeira nota que está vertida nos meus apontamentos é o impacto da organização do evento. Excedeu mesmo as expectativas, pela enorme mobilização de meios do grupo BMW, tanto humanos como materiais. Havia uma presença constante de membros do conselho de administração, do board, para fazer apresentações e nos acompanhar, o que sugere um nível de acesso e transparência, que não é assim tão comum na indústria e nas empresas.

O evento decorreu em paralelo com outro grande evento na cidade, o One Young World Summit cujo main sponsor é também o grupo BMW.

Vamos então tentar perceber melhor o que são afinal estes responsibility days.  Qual é a ideia por trás disto? Parece que a BMW quis mostrar que a sua responsabilidade vai muito além dos portões da fábrica.

A abordagem que eles apresentaram é descrita como holística, quer dizer, procura combinar a força económica, que é inegável num grupo desta dimensão com a responsabilidade ambiental e também a social. Não se trata só de fazer automóveis mais eficientes ou menos poluentes. A ideia é olhar para o ecossistema todo, o desenvolvimento dos colaboradores, o investimento estratégico nos locais onde operam e um compromisso que eles dizem ser ativo com a sociedade. É uma visão 360º, como se costuma dizer.

Ao longo dos três dias, uma das frases que mais ouvi foi: E, pelo que me apercebi, mesmo nas interações com os colaboradores, não era uma ação de marketing, mas um sentimento que percorre o grupo.

Por exemplo, existe um investimento substancial por trás disso. Desde 2022, por exemplo, a BMW investiu mais de 1000 milhões de euros. 1000 milhões em formação profissional e contínua para os colaboradores. Estamos a falar de muita gente. Só na Alemanha são cerca de 88.000 pessoas. É mais de metade do total do grupo.

E esta formação acontece no novo Talent Campus em Munique (local que até podiam ter utilizado para expandir a fábrica) – que também visitámos,  com capacidade para formar cerca de 40.000 funcionários por ano, desde aprendizes até aos colaboradores mais experientes. E a formação vai muito além do tradicional! Pelas minhas notas, desde treino de competências humanas, de liderança, até formação com recurso a tecnologia bastante avançada, humanoides, robots colaborativos e até assistentes digitais baseados em AI. Mencionaram por exemplo, o Gaia, o assistente digital do grupo. (este centro de formação tem zonas abertas à população como os jardins e o café restaurante).

E não é um esforço isolado em Munique. Há outros centros importantes que foram mencionados, como em Lunchot, que tem o chamado ZDSC Campus e o laboratório de inteligência artificial, o AI Lab. Todos estes centros estão focados em desenvolver as competências que são precisas para esta mega transformação que a indústria está a passar.

E este esforço, atenção, não abrange só os funcionários diretos da BMW, em alguns casos chega também aos fornecedores. Existe um foco muito específico no desenvolvimento do que eles chamam de liderança responsável, o que “liga”com a parceria que eles têm com a organização One Young World

Mas podemos mudar o “ponteiro” e falar de outro dos pilares do grupo  – sustentabilidade – hoje em dia inevitável.

Mas foi só conversa ou ouviram-se mesmo exemplos concretos dessa aposta, podemos questionar!

Vimos capas dos bancos de automóveis feitos de garrafas de plástico, pois houve demonstrações práticas disso. Esse exemplo dos estofos feitos a partir de PET 100% reciclado vindo de garrafas de plástico, chamam-lhe Ecomer.

É um deles, mas a abordagem parece ser mais profunda. A BMW reafirmou a compromisso com o acordo de Paris e estabeleceu uma meta muito ambiciosa, reduzir as emissões de CO2 em toda a cadeia de valor em 90% até 2050. Isto usando 2019 como ano base.

90%??? É imenso, e obriga a repensar tudo, desde os materiais usados à produção e até ao fim de vida do veículo.

Mostraram, por exemplo, o uso de compósitos de fibra natural, especificamente linho, desenvolvidos com uma empresa suíça, a Bicom, e afirmam que estes materiais podem reduzir as emissões de CO2 equivalente em cerca de 40%. Isto na produção de certos componentes: painéis do tejadilho, por exemplo, quando comparado com a fibra de carbono. A ideia de economia circular parece ser mesmo central.

Mas como é que isso se traduz depois nos automóveis?

Um dos princípios que eles enfatizaram muito foi o secondary materials, ou seja, dar prioridade ao uso de materiais reciclados ou secundários, sempre que  for possível. O BMW IX3, que vai ser o primeiro modelo da nova geração e tem como objetivo incorporar cerca de 33% de matérias primas secundárias.

E nas novas baterias, as da sexta geração, o objetivo é ainda mais ambicioso, usar 50% de cobalto, lítio e níquel que já sejam de origem secundária, reciclados.

E na própria produção, as fábricas também estão a mudar nesse sentido. É uma transformação que abrange também a produção. Eles garantem que, desde 2020 toda a energia elétrica que compram externamente para as fábricas deles a nível global provêm de fontes renováveis.

A histórica fábrica principal em Munique tem planos para operar exclusivamente com a energia elétrica já a partir do final de 2027. E as fábricas novas, como a que estão a construir em Debrecen, na Hungria, onde vão produzir esse o IX3, são projetadas segundo esses princípios de sustentabilidade.  Três pilares: lean, ou seja, eficiente, green, verde, sustentável e digital.

O objetivo para estas novas fábricas é reduzir as emissões de CO2 em cerca de 2/3, por comparação com as fábricas que já existem. É uma redução drástica e a circularidade estende-se também às baterias em fim de vida.

Estão a investir bastante na reciclagem, têm parcerias, mas também centro de competência próprios. Tem o BCC, que é o centro de competência para a célula da bateria, focado no desenvolvimento do produto. Tem o CMCC para otimizar os processos de fabrico em massa e agora anunciaram o CRCC, um novo centro dedicado à reciclagem direta, é um método que procura recuperar mais materiais valiosos e com menor gasto energético.

E esta preocupação, pelos vistos, não se fica pelos “muros da empresa”. Criaram uma iniciativa chamada Circular Republic, junto com a UnternehmerTUM – que é um centro de empreendedorismo de Munique para tentar impulsionar a economia circular em toda a região.

OK, se bem se recordam no início do artigo falei em responsabilidade social. A BMW aborda este tema muito seriamente no envolvimento com a comunidade. Para termos uma noção: a BMW geriu a construção de uma nova fábrica de baterias em Ilxstraskiren, na baixa Baviera.  Antes de iniciarem a construção, a população das localidades que iam ser afetadas foi chamada a votar. Votar sobre a instalação da fábrica – um referendo!

E os resultados foram bastante claros. A participação foi altíssima. Ultrapassou os 75% dos eleitores registados e, desses, 75,3% votaram a favor da construção da fábrica.

Isto mostra não só um apoio forte da comunidade local, o que é importante, mas também uma abordagem de diálogo, de respeito pelo território que retive como exemplar.

Ou seja, a abordagem é local for local, ou seja, produzir componentes essenciais como as baterias perto dos mercados onde os automóveis são vendidos e perto das fábricas de veículos que as vão utilizar.

Neste caso, esta nova fábrica vai servir as unidades de Dingolfing e Regensburg, que ficam relativamente perto. Eles defendem que isto fortalece as economias regionais.

A previsão é criar empregos diretos na zona, creio que 1.600 e também reduz significativamente as distâncias de transporte, o que, claro, ajuda a reduzir a pegada de carbono. E para reforçar este compromisso local, foi referido que mais de 1/3 das empresas de engenharia que foram contratadas para projetar e construir a fábrica são da própria região da Baviera.

Mas quando já estava cansado, fiquei a saber que existe um programa mais vasto e este…. é fantástico (também), pois apresentaram um programa de cidadania corporativa que assenta basicamente em quatro áreas principais:

  • educação para as gerações futuras,
  • promoção da igualdade da oportunidade,
  • fomento da tal liderança responsável
  • e coesão social através do desporto e da cultura.

E aqui as parcerias de longo prazo parecem ser mesmo a chave da estratégia deles. Destacam muito a colaboração com a aliança das civilizações das Nações Unidas, a UNAOC, que já existe desde 2011. Através da  Intercultural Innovation Hub. Dizem-me que esta iniciativa já apoiou mais de 90 ONGs em todo o mundo e que chegou a mais de 6 milhões de pessoas com projetos que promovem o diálogo intercultural.

Outra parceria que eles valorizam muito é com a One Young World desde 2016. É focada em apoiar e desenvolver jovens líderes, via delegações de jovens colaboradores seus e ainda financiam bolsas para outros jovens poderem participar.

E depois, há iniciativas mais locais, como um projeto chamado Tech for Kids, para despertar o interesse dos jovens pela tecnologia ou apoio à organização Gründerland Bayern, que ajuda jovens mais desfavorecidos a entrar no mercado do trabalho.

Mais um dia e mais uma surpresa – a quarta grande área –  inovação e tecnologia, a inteligência artificial –  a IA parece ser incontornável hoje em dia.

Pude visitar o tal AI Lab, além do Talent Campus.

E como é que a AI entra nesta equação toda de responsabilidade e futuro da BMW?

A AI está a tornar-se transversal, sem dúvida. O AI Lab  funciona como um centro de experimentação, de colaboração. É um local onde os funcionários e também parceiros externos podem explorar o potencial da AI para resolver problemas concretos do negócio deles.

O exemplo da aplicação que já está em larga escala é um sistema chamado AIQX, Artificial Intelligence Quality Next. Basicamente usa câmaras e algoritmos de AI para fazer o controle de qualidade visual de forma automatizada ali na linha de produção. Deteta potenciais defeitos, inconformidades.

Curiosamente já têm mais de 1000 use-cases deste tipo de sistemas  para qualidade implementados nas fábricas do grupo.

As surpresas continuaram quando verifico que desenvolveram também o que chamam de iconic agent. É um sistema, quer dizer, baseado em múltiplos agentes de AI generativa, onde o objetivo é otimizar processos que são muito complexos na área de compras e na gestão da rede de fornecedores.

Este sistema consegue processar e analisar grandes volumes de dados, tanto internos como informações de um tec radar que eles têm que mapeia tecnologias emergentes como dados externos e ajuda a tomar decisões; a tornar os processos mais eficientes.

Mas é interessante notar que, apesar de todo este entusiasmo com a AI, parece haver também uma consciência das limitações atuais. Falam do nível narrow AI, A AI “estreita” que domina atualmente e mostraram preocupação em promover o uso responsável. Alertaram para questões como a qualidade dos dados, o enviezamento dos dados de treino. Faz todo o sentido!!

E claro, não podemos falar do futuro da mobilidade elétrica sem falar das baterias, onde fui conhecer a (nova) sexta geração – a Gen 6 – com células cilíndricas e promessas de grande autonomia.

A sexta geração parece representar, de facto, um salto tecnológico importante para a BMW.

A mudança mais visível, talvez seja o formato das células. Passam a usar células cilíndricas com 46 mm de diâmetro e duas opções de altura, 95 ou 120 mm. Abandonam as células prismáticas que usavam antes. A química interna também mudou. Tem mais níquel e mais silício e menos cobalto.

O resultado, segundo a BMW, é um aumento de 20% na densidade energética volumétrica. Comparando com a geração anterior, claro, e mais autonomia no mesmo espaço.

Podemos questionar como é que isso se traduz nos números que realmente importam para quem conduz?

Mais energia no mesmo volume ou o mesmo nível de energia num volume mais pequeno. Bom, as  melhorias não vêm só da química da célula. A arquitetura do pack de bateria, da embalagem, digamos deste modo, também mudou radicalmente. Adotaram uma abordagem que chamam CELL-to-PACK. As células cilíndricas são integradas diretamente na estrutura do pack, eliminam os módulos intermédios que existiam antes. Isso simplifica a construção, poupa peso, poupa espaço e depois levam isto ainda um passo mais além, com o conceito chamado Pack to open body. Aqui o próprio pack de bateria é desenhado para ser um elemento estrutural do carro.

Integra-se diretamente na carroçaria. Isto permite otimizar ainda mais o espaço interior, baixar o centro de gravidade, melhorar a rigidez e a aerodinâmica do BMW.

E outra mudança chave é a passagem para um sistema elétrico de 800 V. Duplica a tensão anterior  o que permite velocidades de carregamento significativamente mais rápidas. Referem em até 30% mais rápido. Mencionaram a possibilidade de adicionar cerca de 370 km de autonomia em apenas 10 minutos. Num posto de carregamento rápido, compatível, claro.

360 km em 10 minutos? Bom, definitivamente desaparece a ansiedade da autonomia. São números que começam mesmo a tornar a experiência elétrica muito, muito mais conveniente e a autonomia total enorme, pois estimam um aumento na ordem dos 30%.

Aliás os engenheiros deram como referência que um futuro modelo como o BMW IX50 XDrive equipado com esta tecnologia Gen 6 poderia atingir uma autonomia de cerca de 805 km. Isto no ciclo de teste WLTP, o padrão europeu.

805 km…devido a esta maior integração, à simplificação do desenho com o CELL-to-PACK, às otimizações na química e nos processos de fabrico, a BMW prevê que os custos totais do sistema de propulsão elétrica, bateria e motor possam ser reduzidos entre 40 a 50%, comparando com a geração atual.

Se isto se concretizar, terá um impacto enorme na acessibilidade dos veículos elétricos. Redução de custos na ordem dos 50%?

E outro tema que parece estar a ser transversal a toda a indústria – a BMW também está a desenvolver toda esta tecnologia internamente.

Por exemplo, os centros de competência! Têm vindo a internalizar cada vez mais competências chave nesta área:

  • O BCC em Munique foca-se no desenvolvimento do produto, ou seja, na investigação e no design da própria célula de bateria.
  • O CMCC, que fica ali perto do Munique, tem uma linha piloto de produção de células. Ali testam e otimizam os processos de fabrica em larga escala. A produção em massa das células GN6 vai ser feita por parceiros externos. Mas segundo as especificações e os processos definidos pela BMW, eles controlam o como.
  • E o novo CRCC na Baixa Baviera vai concentrar-se na reciclagem direta, um processo mais eficiente para recuperar as matérias primas valiosas no fim de vida da bateria.

Portanto, controlam o ciclo todo, desde a concessão até à reciclagem. ;Mas como é que tudo isto,  as pessoas, a sustentabilidade, a AI, as novas baterias, se conjuga na produção dos automóveis?

Falemos então do BMW I Factory: o conceito que engloba a visão da marca para a produção do futuro. Assenta naqueles três pilares que já mencionei: Lean, processos eficientes, flexíveis, otimizados. Green, que abrange sustentabilidade, uso de energia renovável, Gémeos digitais.

Já tinha feito um podcast sobre este tema mas aqui vi o mesmo na prática – são réplicas virtuais das fábricas e dos processos. Usam-nas para planear, simular e otimizar tudo virtualmente antes de as implementarem  no mundo físico, o que permite maior rapidez, mais flexibilidade e teoricamente menos erros.

Há um foco muito grande na automação inteligente e na qualidade. Têm o objetivo ambicioso de zero defeitos, monitorizando continuamente o processo. A montagem das novas baterias Gen 6, por exemplo, foi descrita como um processo altamente automatizado e complexo, com operações muito precisas de colagem, aparafusamento, rebitagem, tudo controlado digitalmente.

E como já referi, a rede de produção destas baterias está a ser expandida globalmente. São cinco novas localizações com princípio local for local.

Parece uma visão muito, mesmo  muito abrangente e bastante integrada, de facto.

Então, tentando resumir isto tudo: a mensagem principal que a BMW quis passar com estes responsibility Days com base no material que vi e recolhi, é que a BMW se vê, ou pelo menos quer-se posicionar não apenas como um fabricante de automóveis premium, focado no produto final, mas sim como uma entidade com uma responsabilidade muito mais vasta, uma responsabilidade que passa por investir fortemente no seu capital humano.

Aquela frase “A pessoas são mais importante” foi mesmo muito repetida. Passa também por integrar a sustentabilidade e a economia circular em toda a sua cadeia de valor, de forma séria e por assumir um papel ativo na sociedade onde opera, dialogando com as comunidades, como vimos no caso do referendo.

E tudo isto, impulsionado e tornado possível por uma aposta muito forte em inovação tecnológica, desde a AI até estas novas baterias.

O que talvez mais me impressionou foi mesmo a escala e a aparente seriedade do compromisso que foi demonstrado nestas diferentes frentes. Não foi só marketing, ou um caderno de intenções mas um posicionamento que vai claramente além do automóvel em si.

Devemos pois refletir sobre o impacto a longo prazo desta abordagem holística. Estamos na presença de um gigante industrial a tentar equilibrar de forma muito visível o desenvolvimento tecnológico, que é absolutamente essencial para a sua competitividade futura, com uma responsabilidade social e ambiental que é assumida e comunicada de forma muito proativa.

O desafio que vos lanço é como é que este equilíbrio ou esta tentativa de equilíbrio poderá influenciar não só a perceção que temos da marca BMW, mas também a própria trajetória da indústria automóvel como um todo.

Será que este modelo que integra tão profundamente tecnologia, pessoas, sustentabilidade e responsabilidade social vai tornar-se o novo paradigma, o novo padrão para o sucesso e até para a legitimidade no setor automóvel do futuro? É algo para continuarmos a observar, sem dúvida.

Uma reflexão final muito pertinente. Esta exploração pelos corredores e pelas ideias dos BMW Responsibility Days, através das minhas notas, da extensa documentação que me distraiu no avião na viagem de regresso e na análise local, foi sem dúvida esclarecedora pois mostrou temas, factos e estratégias que estão de facto a moldar o nosso mundo.

 

Dias da Responsabilidade BMW Group Munique

Fontes consultadas: 10

Os excertos fornecem uma visão abrangente sobre as estratégias de eletrificação, digitalização e responsabilidade social do BMW Group, com foco particular na Alemanha e na Baviera. Uma parte significativa do material detalha os avanços na tecnologia de baterias de alta voltagem Gen 6 para a Neue Klasse, incluindo o design cell-to-pack e o foco na redução de custos e aumento de eficiência, bem como iniciativas de reciclagem e competência interna. Outro tema central é o uso da Inteligência Artificial (IA) na produção e na cadeia de suprimentos, exemplificado pelo AI Lab e Iconic Agent, que melhoram a qualidade e a eficiência, e a transformação e desenvolvimento de competências dos funcionários. Por fim, os documentos destacam o compromisso de longo prazo da BMW com a sociedade, através de parcerias como o One Young World Summit e o Intercultural Innovation Hub das Nações Unidas, enfatizando a liderança responsável, educação e sustentabilidade.

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