O Banco Central Europeu (BCE) prepara-se para avançar com o lançamento do Euro Digital, uma moeda virtual pública que visa complementar o dinheiro físico na zona euro, aumentar a segurança dos pagamentos e reduzir a dependência de plataformas norte-americanas.
O projeto do Euro Digital iniciou-se em 2023 e, segundo Carlos Conesa, diretor-geral adjunto de operações, mercados e sistemas de pagamento do Banco de Espanha, a primeira fase foi concluída com sucesso. Conesa explicou que a segunda fase do projeto tem como objetivo implementar um programa piloto a partir de 2027, caso seja aprovada a normativa europeia em 2026. “Em 2027, por primeira vez se poderá utilizar o Euro Digital e detetar os pequenos problemas técnicos que possam surgir para os resolver antes da entrada em funcionamento definitiva”, afirmou o responsável durante um Open Day nas instalações do Banco de Espanha.
A primeira emissão oficial da moeda digital poderá ocorrer em 2029, marcando um passo decisivo para a integração do Euro Digital no sistema financeiro europeu.
O Euro Digital pretende ser um meio de pagamento público, simples, fiável e seguro, complementando o uso do dinheiro em papel. Carlos Conesa garantiu que a moeda digital não terá impactos negativos na política económica europeia. Em relação às instituições financeiras, o responsável comentou que os custos de adaptação seriam comparáveis a outras iniciativas similares, tranquilizando o setor bancário sobre o investimento necessário.
O projeto também visa reforçar o peso internacional do euro, oferecendo uma alternativa segura às stablecoins privadas e outras moedas digitais não regulamentadas.
Ao contrário de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum, o Euro Digital será emitido e garantido pelo BCE, estando sujeito à legislação bancária e à supervisão das autoridades europeias. As criptomoedas descentralizadas, por outro lado, dependem exclusivamente da confiança dos utilizadores e do mercado, com valores voláteis e sem regulação estatal.
O objetivo é fornecer uma solução de pagamento digital que mantenha privacidade e segurança, evitando que os cidadãos recorram a soluções digitais menos seguras.














