O novo coronavírus tem causado um impacto negativo nas economias dos mais variados países. Por este motivo, estima-se que 6,7% das horas de expediente sejam eliminadas a nível global, no segundo trimestre de 2020, uma percentagem que equivale a 195 milhões de empregos um pouco por todo o mundo, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão pertencente à Organização das Nações Unidas (ONU), citado pelo ‘The Guardian’.
Mais de quatro quintos dos trabalhadores vivem em países afectados pelas medidas preventivas de bloqueio total ou parcial, informou a OIT. A agência parabenizou as medidas fiscais e monetárias aplicadas até ao momento, contudo defende que os países devem tomar outras medidas para manter as pessoas nos seus postos de trabalho, fazendo com que a menor quantidade possível de trabalhadores acabem desempregados.
É importante perceber «o que fazemos agora para estabelecer essa relação entre os trabalhadores e as suas empresas, de forma a mantê-los no mercado de trabalho, pagando os dividendos e atingindo uma recuperação esperançosamente, no final deste ano», indica o britânico Guy Ryder, director-geral da OIT citado pelo ‘The Guardian’.
Os trabalhadores do sector informal, que representam 61% da força de trabalho global, o equivalente a dois biliões de pessoas, vão necessitar de apoio aos seus rendimentos, apenas para sobreviver e alimentar as suas famílias, caso fiquem desempregados, segundo o relatório. «São pessoas que geralmente não têm acesso às protecções sociais normais», disse Ryder.
O bloqueio em países como a Índia colocou milhões de trabalhadores migrantes sob um dilema: «É exigido que as pessoas parem de trabalhar, que vão para casa e permaneçam lá. Mas elas não têm absolutamente nenhuma outra fonte de rendimento, têm de escolher proteger-se contra o vírus e não ter meios para sobreviver ou alimentar-se», refere, acrescentando que «são dilemas impossíveis».
Ryder enumerou algumas medidas tais como: desemprego parcial, desemprego técnico e trabalho a curto-prazo, que podem contribuir para manter os trabalhadores nos seus empregos. A região da Ásia-Pacífico registou uma perde de mão-de-obra equivalente a 125 milhões de trabalhadores, no segundo trimestre, embora as empresas chinesas tenham retomado a laboração após um longo bloqueio, segundo o relatório.











