Portugal deixou ‘cair’ 30 milhões de euros do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) destinados para os dois novos Centros de Instalação Temporária (CIT) para imigrantes em situação irregular, indicou esta terça-feira o ‘Diário de Notícias’. “Os dois CIT foram retirados do PRR por motivos relacionados com a viabilidade da sua execução dentro dos prazos previstos”, apontou fonte da Estrutura de Missão do PRR, lembrando que “mantém-se a possibilidade de avançarem com recurso a outras fontes de financiamento”.
Segundo indicou o jornal diário, os dois centros de imigração deveriam estar construídos até julho de 2026: situados em Odivelas e na zona norte do país, teriam um custo de 30 milhões de euros financiados pelo PRR, sob gestão da PSP, que assumiria “os encargos plurianuais e a realizar despesa relativa à aquisição de empreitada de obra pública”.
Os CIT prometidos pelo Governo iriam funcionar para acolher temporariamente estrangeiros em situação irregular no país, em “condições de humanidade e dignidade”, mas também como locais de detenção e eventual repatriamento de quem não cumprir os requisitos legais de permanência do país.
A falta de instalações, salientou o ‘DN’, tem levado a um maior espaçamento temporal nas operações policiais por não haver espaços suficientes para instalar os imigrantes notificados para deixar o país.













