O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antecipou-se ao anúncio do primeiro-ministro, dizendo que «obviamente» não haverá abertura das escolas em Abril.
«Isso depreende-se. É o primeiro-ministro que o dirá a nove de Abril. Mas, daquilo que os especialistas disseram, a opção neste momento é ganhar em Abril o mês de maio. Se é ganhar em Abril é manter este esforço durante», afirmou Marcelo, à saída da terceira reunião com o Infarmed e responsáveis políticos, nesta terça-feira, sobre a evolução do surto em Portugal.
As mensagens dos especialistas, defendeu, foram «muito claras e impressivas». «Há uma tendência positiva. (…) Lenta, mas positiva», fez notar.
As escolas estão encerradas desde 16 de Março por decisão do Governo. O primeiro-ministro, António Costa, ainda não tomou uma decisão sobre a eventual reabertura dos estabelecimentos de ensino. Na próxima quinta-feira irá decorrer um Conselho de Ministros onde se irá decidir sobre a reabertura ou não das escolas para o 3.º período.
«O processo em curso está a conhecer passos positivos no crescimento diário do numero de casos e na redução da propagação do vírus», apontou o chefe de Estado, pedindo aos portugueses que, «no mês de Abril façam um esforço, além do que têm feito – e agradecemos -, para se poder virar uma página no fim do mês». E vincou: Se queremos ganhar liberdade em Maio, precisamos de ganhá-la em Abril».
«Se os portugueses forem capazes de manter a dedicação cívica em Abril», será mais fácil ver a luz ao «fundo do túnel», frisou.
O Ministério da Educação recebeu hoje o Conselho de Escolas, o Conselho Nacional de Educação, as duas associações de directores escolares e representantes dos pais e encarregados de educação – a Confap e a CNIPE – para discutir como será o terceiro período de aulas numa época de contenção da disseminação do novo coronavírus. A realização de provas de aferição e exames nacionais foi um dos temas em discussão sobre o funcionamento das escolas.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil. Dos casos de infecção, cerca de 250 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Portugal registou até hoje 345 mortes associadas à Covid-19 e 12.442 infectados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde, nesta terça-feira.
*Notícia actualizada às 14:30











