Muitos condutores têm o hábito de ligar o motor e iniciar a marcha sem ajustar os espelhos retrovisores. No entanto, mesmo que o veículo seja utilizado habitualmente pela mesma pessoa, é necessário verificar a posição dos espelhos, uma vez que vibrações e uso contínuo podem deslocá-los alguns milímetros, alterando o campo de visão e aumentando o risco de acidentes, alerta a Direção-Geral de Trânsito da Espanha (DGT) de Espanha, citada pela publicação ‘El Economista’.
Os espelhos retrovisores são componentes essenciais de segurança. Se não estiverem posicionados adequadamente, surgem pontos cegos — áreas ao redor do veículo que o condutor não consegue observar diretamente, nem mesmo pelos espelhos —, aumentando a probabilidade de colisões.
Antes de ajustar os espelhos, o condutor deve posicionar-se corretamente no banco. Altura, distância do volante, ângulo do encosto e apoio de cabeça são fatores determinantes para um ajuste eficaz.
O espelho interno deve ser centralizado no vidro traseiro, proporcionando visão completa da estrada atrás do veículo sem necessidade de inclinar-se ou deslocar a cabeça.
No espelho externo esquerdo, o condutor não deve ver a lateral do carro, mas sim o trânsito à esquerda. Pontos de referência úteis incluem a metade inferior do espelho para visualizar carros e estrada, uma pequena porção da lateral do veículo e a linha do horizonte alinhada com a metade do espelho. O espelho externo direito segue lógica semelhante, ajustando-se até que seja possível visualizar a maçaneta da porta traseira.
Em alguns veículos, os pontos cegos não podem ser totalmente eliminados. Para contornar esta limitação, sistemas de assistência ao condutor, conhecidos como ADAS, detetam veículos nos pontos cegos e alertam o condutor durante a ultrapassagem, conforme explica a Real Automóvel Club da Espanha (RACE).
O ajuste correto dos espelhos retrovisores continua a ser uma prática simples, mas crucial, para aumentar a segurança na estrada e reduzir riscos de acidentes.




