NASA trouxe do espaço a solução para o maior pesadelo dos condutores: os furos

Segundo o projeto, esta tecnologia foi inicialmente pensada para veículos lunares e marcianos, onde as temperaturas extremas, a radiação e os terrenos irregulares tornam os pneus convencionais inúteis

Automonitor
Outubro 20, 2025
18:59

A NASA, mais conhecida por enviar humanos para o espaço, está agora a transformar a forma como nos movemos na Terra. A mais recente inovação da agência espacial americana não é uma nave nem um satélite, mas um pneu — e não um pneu qualquer, relatou o site espanhol ‘El País’. Trata-se de um modelo superelástico, sem ar e impossível de furar, desenvolvido em parceria com a Goodyear, capaz de suportar condições extremas e eliminar a necessidade de manutenção.

Segundo o projeto, esta tecnologia foi inicialmente pensada para veículos lunares e marcianos, onde as temperaturas extremas, a radiação e os terrenos irregulares tornam os pneus convencionais inúteis. O segredo está numa liga de níquel-titânio com “memória de forma”, um material que se deforma e regressa à sua forma original sem sofrer danos — o mesmo tipo de liga usada em stents cirúrgicos e armações de óculos.

De acordo com a NASA, esta inovação tem potencial para revolucionar a mobilidade terrestre, aplicando-se a bicicletas, automóveis e veículos industriais. O conceito elimina o ar e substitui-o por uma estrutura metálica flexível que funciona como uma mola, absorvendo impactos e adaptando-se ao terreno. O resultado é um pneu que não fura, não se desgasta como a borracha e não requer manutenção.

A ideia não é nova. Em colaboração com a agência espacial, a Michelin já tinha apresentado há cerca de um ano um protótipo de pneu sem ar para veículos lunares, impresso em 3D e inspirado em estruturas biológicas. Agora, a Goodyear dá um passo além ao trazer esta tecnologia para o quotidiano terrestre.

Os primeiros testes em bicicletas revelaram resultados promissores, e vários fabricantes estão já a trabalhar com a NASA para viabilizar a produção em larga escala. Apesar dos desafios — como os custos de fabrico e o conforto ao pedalar —, o potencial é significativo.

Se chegar ao mercado, o pneu superelástico poderá reduzir drasticamente o desperdício associado aos pneus convencionais e aumentar a segurança rodoviária, ao eliminar duas das causas mais comuns de acidentes: os furos e as perdas súbitas de pressão.

O futuro da mobilidade, ao que tudo indica, pode ter começado fora da Terra — mas promete transformar as estradas do planeta.

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