A Galp, em parceria com Equinor (operadora), ExxonMobil e Pré-sal Petróleo SA (PPSA), anunciou o início da produção no FPSO Bacalhau, uma das maiores unidades do mundo em operação.
Situada no pré-sal da bacia de Santos, no Brasil, a plataforma tem capacidade para produzir 220 mil barris por dia e marca um novo patamar na estratégia de crescimento da energética portuguesa.
O campo de Bacalhau, que integra as concessões offshore BM-S-8 e Carcará Norte, tem reservas recuperáveis estimadas em mais de mil milhões de barris. Quando atingir o plateau de produção, a unidade deverá contribuir com cerca de 40 mil barris diários para o total da produção da Galp, o que representa um aumento superior a 30% face aos níveis atuais.
“O início da produção do projeto Bacalhau é resultado do compromisso, confiança e ambição de várias equipas e parceiros desde a assinatura do contrato de concessão, há 25 anos.” afirma Nuno Bastos, EVP de Upstream da Galp. “As equipas estão agora focadas em atingir a capacidade total de produção da unidade com eficiência, em segurança, e no mais curto período de tempo possível, maximizando o valor do projeto”, acrescenta o administrador executivo.
A Galp, através da Petrogal Brasil — joint venture com a Sinopec (Galp 70% | Sinopec 30%) — detém 20% do projeto. A Equinor e a ExxonMobil têm, cada uma, 40%. A PPSA atua como parceira estatal e gestora da PSA. A Galp é também a única parceira remanescente do contrato original, assinado há 25 anos.
“Este projeto demonstra o compromisso de longa data da Galp e a confiança que depositamos no potencial geológico do Brasil,” diz Paula Pereira da Silva, CEO da Galp Brasil. “O Bacalhau também mostra a nossa determinação em concretizar projetos de alto valor para a empresa, para os seus acionistas e para o Brasil,” acrescenta.
A FPSO Bacalhau é a 13.ª unidade da Galp implantada no pré-sal brasileiro desde 2010. Com 370 metros de comprimento e 64 metros de largura, está localizada a 185 km da costa de Ilhabela, no estado de São Paulo, em águas ultraprofundas superiores a 2.000 metros. A unidade integra um sistema inovador de Ciclo Combinado a Gás Natural (CCGT), que permite uma intensidade de emissões de CO₂ próxima de 9 kg por barril — cerca de metade da média da indústria.
Além de reforçar a produção energética, o projeto deverá gerar impactos económicos relevantes no Brasil: estima-se que crie cerca de 50.000 empregos ao longo dos 30 anos de vida útil da plataforma, incluindo 3.000 na fase de desenvolvimento. Cerca de 60% do escopo dos trabalhos submersos da primeira fase foram atribuídos a empresas brasileiras, contribuindo para a capacitação técnica local e o fortalecimento da cadeia de fornecimento do setor petrolífero.














