André Ventura apresentou hoje a sua demissão depois de ter sido contestado internamente. Segundo informações avançadas pelo jornal Observador, as críticas ao líder do Chega agravaram-se depois de o deputado ter optado pela abstenção na votação do decreto presidencial referente à renovação do estado de emergência.
André Ventura propõe também eleições para uma clarificação interna. Numa mensagem enviada via WhatsApp a que Sábado teve acesso, o deputado indica que é preciso limpar o partido: «Os ratos têm de abandonar o Chega e vão fazê-lo nem que seja a última coisa que eu faça.»
A mensagem foi enviada às lideranças do partido, a nível nacional e distrital, na madrugada deste sábado, 4 de Abril. André Ventura demite-se mas não vira as costas ao partido, prometendo uma reorganização.
«Temos de estar unidos e penso que uma clarificação interna faz mais falta do que nunca, a nível nacional e – nalguns casos, a nível distrital – pois há conflitos que parecem não ter solução sem uma ida às urnas», indica André Ventura. Na mensagem reportada pela revista Sábado, André Ventura admite também a possibilidade de uma convenção nacional, que contribua para a unificação do Chega e para a sua preparação para as eleições presidenciais e autárquicas que se aproximam.
Para já, o político propõe duas reuniões via Zoom ou Skype a terem lugar na próxima semana. Uma delas com a direcção nacional e com os representantes de cada um dos órgãos nacionais e outra com os presidentes das estruturas distritais.
Fonte da direcção do partido adianta à mesma publicação que uma das hipóteses passa por adicionais mais dois ou três dirigentes e alterar os estatutos do Chega. Daí também a necessidade de eleições para Setembro.







