A reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) marcada para a próxima segunda-feira deverá ser adiada para a semana seguinte. Fontes citadas pela Reuters apontam para o conflito entre a Rússia e a Arábia Saudita como justificação para o atraso do encontro: os dois países discutem quem é o culpado da quebra nos preços do petróleo.
A agência noticiosa sublinha que o atraso chega apesar da pressão de Donald Trump sobre a organização e respectivos aliados (parceria conhecida como OPEP+) no sentido de estabilizar o mais rápido possível o mercado global petrolífero.
A OPEP+ conta, actualmente, com apenas 10 milhões de barris de petróleo por dia, o equivalente a cerca de 10% da oferta a nível mundial. Trata-se de um corte sem precedentes, decorrente da quarentena em que muitos países se encontram e que levou a uma redução drástica da procura. Como consequência, os preços derraparam para mínimos de 18 anos no passado dia 30 de Março. A Reuters aponta ainda para a dificuldade em estabelecer um acordo entre todas as partes no sentido de estender a limitação do número de barris disponíveis para lá de 31 de Março.
A Rússia culpa a Arábia Saudita, que não tardou em responder: «O ministro russo da Energia foi o primeiro a declarar aos media que todos os países participantes estão absolvidos do seus compromissos a partir de 1 de Abril, levando à decisão que os países tomaram de retomar a produção», afirma o princípe Abdulaziz bin Salman, ministro da energia saudita, em comunicado reportado pela SPA.











