O novo coronavírus está a causar um impacto negativo em muitas empresas e a Bird, uma plataforma de partilha de trotinetas não foi excepção, tendo despedido mais de 400 pessoas na passada sexta-feira e o mais insólito foi ter acontecido através de uma videochamada, de acordo com o o portal ‘Dot.La’.
O despedimento aconteceu através da plataforma Zoom, onde o seu fundador, Travis VanderZanden, agendou uma reunião com centenas de funcionários, às 10h30 da passada sexta-feira, sem ninguém saber quem fazia parte dos convocados, nem poder colocar qualquer questão, algo que não acontecia habitualmente. Rapidamente os funcionários começaram a falar com os colegas, na tentativa de saber quem tinha sido convocado para a chamada, segundo o mesmo portal.
Não havia qualquer som do outro lado, existia apenas uma imagem de fundo, com a palavra «Covid-19», escrita em maiúsculas e em cinzento escuro. Cinco minutos depois da hora prevista, surgiu uma voz, em tom robótico, que dizia: «esta é uma forma subótima de voz deixar esta mensagem. A Covid-19 tem tido um impacto massivo no nosso negócio, o que forçou a nossa administração a tomar decisões extremamente difíceis e dolorosas. Uma dessas decisões passa por eliminar vários postos de trabalho na empresa. Infelizmente, o vosso posto foi afectado pela decisão».
A reunião, programada para durar cerca de meia hora, acabou por ser um pequena mensagem de apenas dois minutos, uma situação que indignou os trabalhadores da Bird, acusando a empresa de recorrer a um robot para despedir pessoas.
O líder da Bird diz que a mensagem não foi pré-gravada, considerando ainda que desligar o vídeo «foi a atitude mais humana a tomar», ainda que ao reflectir sobre o assunto acredite que «deveríamos ter feito chamadas individuais com cada uma das pessoas afectadas».
Para além do insólito de toda a situação, enquanto a Bird estava a comunicar os despedimentos, foram reiniciados os computadores dos funcionários despedidos, que perderam todos os acessos. Soube-se, entretanto, que a administração da empresa tinha pedido aos serviços técnicos uma solução em que, com apenas um botão, se tornasse possível «desligar» os funcionários.
O ambiente na empresa já se encontrava tenso, uma vez que tinha existido uma suspensão da sua actividade mundial nas últimas semanas, altura em que todos os funcionários começaram a trabalhar remotamente, devido à pandemia de covid-19.
Em 2018, a Bird tornou-se no unicórnio mais rápido de sempre. Passou a ser avaliada em mais de mil milhões de dólares apenas alguns meses depois de ter começado a partilhar trotinetas nos Estados Unidos e, depois, na Europa. Vê-se agora a atravessar uma situação complicada, devido à crise do novo coronavírus.













