Enerva-se nos semáforos? Nesta ilha há um que deixa condutores 15 minutos à espera

Uma situação insólita chamou a atenção em Lakones, na ilha grega de Corfu, depois de uma turista francesa ter ficado parada durante 15 minutos diante de um semáforo vermelho. O episódio, relatado pelo jornal Express e partilhado pela própria nas redes sociais, acabou por revelar uma regra local que surpreende muitos visitantes.

Pedro Gonçalves
Outubro 4, 2025
17:00

Uma situação insólita chamou a atenção em Lakones, na ilha grega de Corfu, depois de uma turista francesa ter ficado parada durante 15 minutos diante de um semáforo vermelho. O episódio, relatado pelo jornal Express e partilhado pela própria nas redes sociais, acabou por revelar uma regra local que surpreende muitos visitantes.

A turista, identificada como Angeli, publicou no TikTok o momento em que se viu obrigada a esperar longos minutos sem conseguir prosseguir viagem. “Isto é a Grécia a testar a minha agressividade ao volante”, escreveu, num registo entre a frustração e a ironia. Segundo o ZAP, Angeli só percebeu o motivo da demora ao reparar num sinal junto ao semáforo, que indicava que a luz verde apenas se acende de 7 em 7 minutos e meio.

Na prática, se um condutor perder a mudança inicial, terá de permanecer mais de 15 minutos no local, o que facilmente causa estranheza a quem não conhece esta particularidade. Embora possa parecer uma “armadilha” ou um exagero na gestão do trânsito, a explicação está relacionada com as condições da própria estrada.

As vias naquela zona de Corfu são particularmente estreitas e sinuosas, tornando a circulação de veículos, sobretudo autocarros, um desafio. Assim, os ciclos longos do semáforo são utilizados para controlar o tráfego de forma mais eficiente e segura, evitando engarrafamentos e reduzindo riscos de acidentes em estradas de sentido duplo.

A situação não é exclusiva da Grécia. Nos comentários ao vídeo viral, alguns utilizadores lembraram que existem locais na Polónia onde os condutores podem ter de esperar até 30 minutos por uma luz verde. Nestes casos, segundo relatos, os habitantes locais já se habituaram e, muitas vezes, acabam por atravessar mesmo com o sinal vermelho.

Este episódio em Corfu ilustra como medidas de gestão do tráfego, que à primeira vista parecem excessivas, podem ser a única forma eficaz de responder a desafios geográficos e estruturais, ainda que surpreendam os visitantes menos habituados a tais regras.

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