Os idosos do distrito de Sussex e Leeds, no Reino Unido, estão entre os que viram incluídas nos seus planos de saúde cláusulas de “não-reanimação” (DNAR – Do Not Attempt Resuscitation) sem que eles próprios ou a suas famílias tenham sido informados de forma satisfatória, segundo noticia, esta quinta-feira o The Guardian.
À medida que foi sendo pública a inclusão destas cláusulas, cresceram também as denúncias por parte dos próprios lares, da comunidade médica e até dos reguladores de saúde, de que podemos estar diante de um “esquema” que leve os utentes idosos, devidamente “aconselhados” a assinar as ordens e assim evitar a ocupação demorada das camas em hospitais.
Segundo o jornal, que recebeu as queixas das famílias e dos médicos, estes documentos são comuns entre os planos de saúde dos idosos, porque a prática de ressuscitar alguém cujo coração tenha parado causa quase sempre traumas físicos graves e psicológicos.
Contudo, a Comissão da Qualidade de Cuidados, organismo britânico que escrutina os cuidados de saúde, e outras organizações médicas consideram grave que estas declarações estejam a ser assinadas por idosos “sob pressão” das enfermeiras ou médicos que os assistem nos lares.
A Comissão já emitiu um aviso e classifica a prática como “inaceitável”.














