Costa: “Forças armadas estão prontas para fazer o necessário” em caso de desobediência

As forças armadas, para já, não vão ser convocadas para reforçar as ações de fiscalização. Mas estão “prontas para fazer o necessário” em caso de desobediência.

Executive Digest

Numa primeira apresentação das novas medidas aprovadas pelo Conselho de Ministros., António Costa explica que as Forças Armadas, para já, não vão ser convocadas para reforçar ações de fiscalização, “cada um tem de ser polícia de si mesmo”, refere o primeiro-ministro, mas deixa o aviso “se for necessário, as forças armadas estão prontas”.

Quando questionado sobre as ordens dadas às forças de segurança para a fiscalização do cumprimento das regras, o primeiro-ministro responde que as forças de segurança têm “missão essencialmente pedagógica” nas situações onde existe só dever geral de recolhimento domiciliário e têm uma função repressiva no caso de confinamento obrigatório (doentes ou em vigilância ativa).

Também será repressiva na transposição dos limites do concelho. E reforça que entre 9 e 13 de abril as pessoas só podem deslocar-se dentro do seu concelho. É um esforço suplementar mas essencial”, argumenta Costa.

“O que pedimos às pessoas é que, durante aqueles cinco dias, limitem os seus movimentos dentro dos concelhos e dentro das excepções já conhecidas: ir às compras, ir trabalhar ou acompanhar alguém que precise de cuidado”, explica António Costa.

“Quem trabalha num supermercado na cidade do Porto e reside em Gondomar, pode ir ao Porto. Mas salvo estas excepções, quem vive em Gondomar deve ficar em Gondomar e quem vive no Porto deve ficar no Porto”, esclarece o primeiro-ministro.

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Os trabalhadores que precisem de se deslocar para outro concelho durante os cinco dias em que a restrição à circulação estará mais apertada deverão ter uma declaração da entidade patronal a comprovar a sua morada de trabalho, sublinha.

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