Lisboa enfrenta hoje últimos condicionamentos no trânsito devido à deslocação da tuneladora

O trânsito em Lisboa volta a registar fortes condicionamentos esta quarta-feira de manhã, último dia da deslocação da tuneladora H2OLi do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL).

Pedro Gonçalves
Setembro 24, 2025
7:00

O trânsito em Lisboa volta a registar fortes condicionamentos esta quarta-feira de manhã, último dia da deslocação da tuneladora H2OLi do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL). A máquina, de dimensões excecionais, está a ser transportada de Santa Apolónia para o Beato, operação que tem obrigado ao corte e condicionamento de várias vias, segundo confirmou a Câmara Municipal de Lisboa.

De acordo com fonte da autarquia, o transporte da tuneladora cruza por duas vezes a Avenida Infante D. Henrique, facto que provoca “um impacto significativo no trânsito local, especialmente durante a manhã dos dias 23 e 24 de setembro”. Também a empresa responsável pelo transporte, a LASO Transportes, salientou a complexidade da operação, sublinhando que se trata de um equipamento com 130 metros de comprimento, 6,4 metros de diâmetro externo e uma cabeça de corte que pesa 70 toneladas.

Concluída a deslocação, a tuneladora será utilizada para abrir o segundo túnel do PGDL, que ligará o Beato a Chelas ao longo de cerca de um quilómetro. A construção deverá arrancar nos próximos dias, estando previsto que a obra esteja concluída no final de 2026.

Já o primeiro túnel, com cinco quilómetros de extensão, entre Campolide e Santa Apolónia, começou a ser escavado em dezembro de 2023 e ficou concluído a 22 de julho deste ano.

O Plano Geral de Drenagem de Lisboa representa um investimento global de cerca de 250 milhões de euros. O projeto foi inicialmente anunciado em 2006, mas só avançou em 2015, então com Fernando Medina (PS) na presidência da autarquia. Contudo, as grandes intervenções, nomeadamente a construção dos túneis, só tiveram início em 2023, já sob a presidência de Carlos Moedas (PSD).

Para 2025, o plano prevê um investimento de 79 milhões de euros.

Considerada uma das mais relevantes obras de engenharia urbana da capital, o PGDL tem como principal objetivo minimizar os efeitos das cheias e inundações que ciclicamente afetam Lisboa.

Segundo informação disponível no portal oficial do projeto, os dois túneis irão captar a água em zonas altas, como Monsanto e Chelas, bem como em pontos intermédios de recolha, incluindo a Avenida da Liberdade, a Rua de Santa Marta e a Avenida Almirante Reis. As águas pluviais serão depois conduzidas até ao rio Tejo, em Santa Apolónia e no Beato, reduzindo o risco de inundações na baixa da cidade.

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