Estado de emergência: “Vamos ter de apertar um bocadinho as regras”, admite António Costa

António Costa assegura que as regras vão ter de ser “um pouco apertadas” na continuação do estado de emergência.

Sónia Bexiga

O primeiro-ministro admite que é necessário reforçar algumas medidas no novo decreto do estado de emergência para dar a garantia que o cumprimento das regras se mantenha. “Vamos ter de apertar um bocadinho as regras”, assegurou António Costa.

Em entrevista no prgrama da Cristina, na SIC, desta quarta-feira, António Costa avançou que vamos ter de ter “medidas mais claras para que as pessoas percebam que não podem andar a circular de um lado para o outro”, disse.



Sobre a renovação do estado de emergência, que deverá acontecer esta quinta-feira, o primeiro-ministro adianta, sem concretizar que serão adoptadas “medidas mais claras”. Mas afirma que uma das preocupações será restringir a circulação durante as férias da Páscoa.
“Nós não somos a Coreia do Sul nem a Suécia. Temos de adaptar as regras a cada país. Na Suécia, eles já não apertavam as mãos. É uma questão cultural”, interpreta o primeiro-ministro.

“O vírus não anda sozinho. Somos nós que o levamos. Se nós não formos, ele não vai”, sublinha António Costa.

Neste momento, esclareceu ainda, as “acções da policia têm sido de natureza pedagógica” e que o princípio de pedir às pessoas se mantém, mas que haverá mais polícia na rua nesta nova fase. “Vão ter de estar mais na Páscoa na rua. É muito difícil manter essa disciplina e há o cansaço”.

Além do apertar de regras, mais viradas para a clarificação do papel das autoridades e até onde podem ir com a cobertura da lei, Costa diz que é preciso “tomar uma ou outra medida que não foi tomada”. Algumas até “em sentido contrário”. Em causa está o facto de, disse, “haver tanta gente a abandonar os lares nesta altura”.

A terminar, o primeiro-ministro não quis avançar com uma data para a saída desta crise e admitiu que nada do que acontecerá será bom: “Vamos sair mais pobres e mais frágeis do ponto de vista económico”.

 

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