Costa pede a emigrantes que não venham na Páscoa porque se vierem “não podem sair de casa”

O primeiro-ministro sublinha que “ainda estamos na fase de crescimento”, mas a um ritmo menor.

Sónia Bexiga

Avançando que há, esta quarta-feira, mais cerca de 800 casos, o primeiro-ministro, que está esta manhã no programa da Cristina Ferreira, na SIC, sublinha que “ainda estamos na fase de crescimento”, mas a um ritmo menor.

A pensar na Páscoa, outro dos alertas vai no sentido de pedir aos emigrantes que “não venha, fiquem” até “porque se vierem não podem sair de casa”.



“Não sabemos se vamos estar assim um mês, dois meses, três meses”, disse. Para o primeiro-ministro “é assustador” para toda a gente e por isso a ideia foi a de “criar condições para criar uma cápsula de protecção para estes três meses, para depois retomarmos a normalidade da vida”, não adiantando se será possível aliviar medidas. “Ninguém sabe quando, não sabemos e não vamos estar a iludir as pessoas”, afirmou.

O primeiro-ministro pediu às pessoas que não vão à terra e não haja reuniões de famílias e para os emigrantes não virem para Portugal.

O boletim do dia de hoje que será conhecido hoje mostrará um aumento de casos na ordem dos 800 casos. “Ainda estamos na fase de aumentar, com a velocidade a diminuir”. “Se os nossos números são bons, é graças à grande disciplina dos portugueses”, disse.

“Mais perigoso que o próprio vírus é o vírus do pânico”

Questionado sobre os níveis de confiança, e a polémica em torno do que defendem especialistas contrariando as indicações da DGS, Costa afirmou que “mais perigoso que o próprio vírus é o vírus do pânico”, e por isso, sublinha que a forma que temos de evitar esta situação é levando as pessoas a percebe que os dados da DGS e as suas indicações são aquelas que nos guiam e devem guiar a todos. Hoje, a DGS é o médico de todos e quando amos ao médico seguimos o que ele nos indica. Mesmo que tenhamos sempre uns amigos ou primos a fazer o diagnóstico e a sugerir que façamos de outra forma”.

“Temos de combater o pânico”, reforçou, acrescentando que quando estivermos em condições de voltar à normalidade, por exemplo, abrindo algumas escolas, os pais têm de confiar e deixar regressar as crianças, sem medos.

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