“A pandemia da Covid-19 é a pior crise global desde a Segunda Guerra Mundial”, quem é o afirma é o o secretário-geral da ONU, António Guterres que vem esta quarta-feira, frisar que esta é a “a pior crise mundial desde a fundação da ONU”.
Guterres defende, de acordo com a AFP, que a crise pandémica tem dois fatores que a tornam tão grave: “é uma doença que é uma ameaça para todos no mundo” e ao mesmo tempo “tem um impacto económico que trará uma recessão sem precedentes no passado recente”.
“A combinação desses dois fatores e o risco de contribuir para o aumento da instabilidade, o aumento da violência e o aumento do conflito são coisas que nos fazem acreditar que essa é, de facto, a crise mais desafiadora que enfrentamos desde a Segunda Guerra Mundial”, reforça ainda o responsável. .
Guterres lançou agora o relatório da ONU “Responsabilidade compartilhada, solidariedade global: responder aos impactos socioeconómicos da covid-19” e exigiu, recorrendo às redes sociais, que a cooperação de todos os países numa ação global para testes, despiste e tratamento da doença, sob orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
We must respond decisively – with shared responsibility & global solidarity – to stop the spread of #COVID19 and the devastation it is causing everywhere.
Continue a ler após a publicidadeHere are the three steps to tackle the crisis and recover better: https://t.co/QzsJt5K9HI pic.twitter.com/pfbbbT0WIF
— António Guterres (@antonioguterres) March 31, 2020
Para o secretário geral da ONU, “a humanidade está em jogo”, mas a comunidade internacional ainda está longe da solidariedade necessária para enfrentar a situação, uma vez que até agora os países desenvolvidos estão a trabalhar, sobretudo, para sustentar as suas economias.
Em entender, está ainda longe um pacote global para ajudar os países em desenvolvimento a criar condições para eliminar a doença e responder às dramáticas consequências para as suas populações, “quer seja em termos de perda de empregos, pequenas empresas em risco de desaparecer e pessoas que vivem na economia informal e agora não conseguem sobreviver”, conclui.







