Ovos sobem mais de 40% em apenas um ano e ‘puxam’ preços do cabaz alimentar. Veja os produtos que mais aumentaram na última semana

Apesar desta escalada, o cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou na última semana uma ligeira descida de 13 cêntimos, fixando-se em 241,17 euros.

Pedro Gonçalves

O preço dos ovos disparou no último ano em Portugal, tornando-se um dos bens alimentares com maior aumento percentual, segundo a monitorização da DECO PROteste. Entre 28 de agosto de 2024 e 27 de agosto de 2025, o custo de meia dúzia de ovos passou de 1,47 euros para 2,06 euros, um acréscimo de 41%, equivalente a mais 60 cêntimos. A organização de defesa do consumidor sublinha que este é um dos produtos que mais encareceu desde o início do ano, quando custava 1,61 euros. Em janeiro de 2022, o valor era de apenas 1,14 euros, o que representa uma subida acumulada de 81% em três anos e meio.

Apesar desta escalada, o cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou na última semana uma ligeira descida de 13 cêntimos, fixando-se em 241,17 euros. Este valor continua, no entanto, entre os mais elevados desde que a análise começou a ser feita. Para comparação, a 1 de janeiro de 2025, a mesma cesta de bens essenciais custava menos 5 euros (uma redução de 2,12%), e há um ano estava 16,54 euros mais barata, o que corresponde a menos 7,36%. Em janeiro de 2022, os consumidores gastavam 53,47 euros a menos para adquirir os mesmos produtos.



A DECO PROteste explica que o cálculo do cabaz resulta da média de preços de 63 bens alimentares essenciais, recolhidos semanalmente nos principais supermercados com loja online. A soma do valor médio de cada produto permite obter o custo atualizado da cesta de referência.

Na última semana, entre 20 e 27 de agosto, os produtos com maiores subidas percentuais foram os douradinhos de peixe (mais 22%), as salsichas tipo Frankfurt (mais 13%) e a cebola (mais 10%). No comparativo anual, além dos ovos, destacam-se aumentos expressivos na alface frisada (38%), nos brócolos (33%) e na carne de novilho para cozer (28%). Desde o início da monitorização em janeiro de 2022, as maiores subidas acumuladas verificaram-se na carne de novilho para cozer (92%), nos ovos (81%) e na laranja (71%).

O fim da medida do IVA zero, em vigor entre abril de 2023 e janeiro de 2024, também contribuiu para o agravamento das contas. De acordo com os cálculos da DECO PROteste, desde a reposição da taxa de imposto a 4 de janeiro de 2024, o cabaz dos 41 produtos abrangidos pela isenção encareceu 5,43 euros, passando de 141,97 euros para 147,40 euros. Os bens que mais subiram nesse período foram a carne de novilho para cozer (36%), os ovos (35%) e a dourada (34%).

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.