Há pelo menos dois tipos de estratégias de liderança. Aquela que sabe aproveitar o bom humor dos colaboradores e que redirecciona as energias positivas para as melhores oportunidades e aquela que reconhece uma crise e que tenta contrariar as dificuldades sentidas pelas equipas. A primeira chama-se Judo; a segunda Mood-Countering (ou seja, ser do contra, essencialmente).
Num artigo publicado na edição norte-americana da revista Forbes, é explicado que a liderança Judo assenta na lógica do copo meio cheio. O líder deve ver o lado positivo, sublinhar o que é bom e o que está a funcionar, reconhecer quem trabalha e comentar de forma optimista os esforços levados a cabo: “Que óptima pequisa” ou “Podemos fazer com isto funcione” são sugestões.
Estes comentários podem ser complementados com uma proposta adicional, recorrendo sempre à palavra “e” em vez de “mas” – esta última tem uma conotação negativa. O objectivo é acrescentar valor ao que já foi dito ou feito.
Por outro lado, a liderança do tipo Mood-Countering pode ser a ideal em tempos de crise como aqueles em que vivemos, já que tem como propósito contrariar o humor de funcionários e colegas. “Por vezes, é preciso mais do que um redireccionamento táctico. Por vezes, é precisa uma alteração completa de humor e mindset”, sublinha a Forbes.
Há diferentes tipos de humor que podem ser contrariados: complacência, quando uma equipa atinge os objectivos mais cedo do que o previsto e começa a não se aplicar tanto nas respectivas funções, por exemplo; ou stress, que pode ser contrariado através de uma abordagem que demonstra empatia e preocupação por parte da chefia.
No caso da complacência, a solução poderá passar por estabelecer novos objectivos, obrigando os colaboradores a não ficarem acomodados com os resultados já alcançados. No caso do stress, os líderes poderão apostar na transparência e comunicação, identificando claramente quais são as expectativas.
Gestores e executivos que optem por este tipo de liderança – porque as circunstâncias assim o exigem – devem criar uma ligação emocional com as pessoas para que estas encontrem os estímulos necessários para se comprometerem com o novo caminho.














