As embalagens de maços de tabaco contém avisos com imagens gráficas, alertando os consumidores para o perigo que representam para a saúde.
Um grupo de especialistas em saúde pública sugere agora que sejam colocados avisos semelhantes em produtos com elevados níveis de carbono, que são prejudiciais para o ambiente, tais como bombas de combustível ou passagens aéreas, de acordo com o ‘The Guardian’.
O objectivo desta medida é consciencializar os consumidores para os impactos que este tipo de produtos têm no ambiente, na tentativa de mudar os comportamentos e os hábitos de consumo da população.
«Os grafismos de alerta servem para ligar a emergência climática à utilização de combustíveis fósseis (que apresentam elevados níveis de carbono), sensibilizando as pessoas para as consequências dos seus comportamentos e incentivando-as a optar por alternativas, aumentando assim a procura por energias renováveis.
Em muitos países, as imagens que rotulam as embalagens de tabaco tornaram-se cada vez mais gráficas nos últimos anos, com fotografias de pulmões doentes, crianças a respirar fumo e mensagens fortes.
Os especialistas sugerem que os rótulos dos produtos com alto teor de carbono poderiam ser igualmente gráficos, especialmente se destacassem os perigos para a saúde causados pela poluição do ar derivada dos combustíveis fósseis, tais como as emissões produzidas pelos veículos automóveis.
«As imagens podem incluir fotografias de pulmões, destacar o clima severo, através de inundações, ou mostrar os corpos de pessoas que já morreram devido às ondas de calor», afirma Mike Gill, ex-director regional de saúde pública do sudeste da Inglaterra, citado pelo ‘The Guardian’.
Os rótulos que alertam para os perigos à saúde causam mais impressão nas pessoas do que as mensagens focadas no impacto ambiental, dizem os especialistas, dos quais fazem parte quatro professores de saúde ambiental do Reino Unido, EUA e Índia.
Colocar este tipo de alertas em bens e serviços com alta concentração de carbono, exige uma intervenção do governo. Os especialistas esperam que o Reino Unido possa liderar o caminho, sendo o anfitrião das difíceis negociações climáticas da ONU, agendadas para Novembro deste ano em Glasgow.














