António Sales: Cerco sanitário no Porto «não faz qualquer sentido»

Declarações prestadas na conferência de imprensa diária da Direção Geral da Saúde (DGS), desta terça-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a Covid-19.

Simone Silva

O secretário de estado da saúde António Sales começou a conferência de imprensa diária da Direção Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira a falar sobre a recuperação, dizendo que «o número de casos recuperados tem alterado pouco, por ser de convalescença lenta», sublinhando que a maioria dos doentes é tratado no domicilio.

O secretário de estado da saúde reforça contudo, que «existem muitas histórias de superação», enumerando alguns casos de famílias que acabaram por conseguir ultrapassar a doença, facto que dá esperança para continuar o combate.



Relativamente à possibilidade de ser criado um cerco sanitário no Porto, o secretário de estado da saúde refere que «Não houve qualquer indicação das autoridades de saúde, por isso não faz qualquer sentido».

O responsável fala ainda das cadeias, referindo que as medidas de contenção implementadas nos estabelecimentos prisionais «têm conseguido manter o vírus fora das cadeias», existindo apenas actualmente um recluso e dois funcionários infectados.

António Sales refere também que «esta noite chega um avião ao Porto com 3,5 milhões de máscaras cirúrgicas, 300 mil toucas, 100 mil batas e outros equipamentos de saúde», adiantando que se encontram a aguardar a chegada de 481 mil zaragatoas e que foram já congelados cerca de 200 mil kits. O responsável indica que «já recebemos cerca de 66 mil testes. Estamos a testar cada vez mais, dos 5600 diários de ontem aumentámos para sete mil hoje e a tendência é reforçar a capacidade de testagem».

Relativamente às medidas que têm sido implementadas pela DGS no combate à pandemia, o responsável assegura: «Subscrevo total confiança na DGS», adiantando que todas as decisões do organismo são tomas em concordância com outras instituições internacionas, nomeadamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Também o sub director geral da saúde, Diogo Cruz, acompanhou António Sales na conferência, dizendo que «Continuamos a privilegiar a entrada no serviço nacional de saúde através da linha SNS 24», uma vez que permite uma triagem e separação das pessoas covid das não covid, bem como «estratificar as pessoas que devem ficar em casa, das que devem deslocar-se ao hospital».

Relativamente aos números dos boletins de segunda-feira, o sub director refere que houve duplicação, porque os dados eram reportados pelas administrações regionais de saúde e pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), garantindo que «O boletim de hoje vai ter apenas os dados do SINAVE, para que não existam duplicações».

No que diz respeito às causas das mortes registadas, sem querer falar de nenhum caso em particular, Diogo Cruz, refere que ao contrário do que é o padrão de classificação das causas de morte realizado por outros países, no qual se considera a causa básica, «nós, havendo a menor suspeita de que possa ser Covid-19, consideramos que essa foi a causa», tal como já tinha adiantado a directora geral da saúde, Graça Freitas, na conferência de segunda-feira.

Em Portugal, existem 7.443 casos de infecção por Covid-19 e cerca de 160 vítimas mortais, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado esta terça-feira pela DGS.

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