Os fundadores da Airbnb – plataforma internacional de gestão de aluguer de curta duração, passam a não receber salários e os seus executivos terão uma redução de 50%, nos próximos seis meses, em resposta ao impacto negativo que a pandemia da covid-19 está a ter na atividade da empresa.
Os funcionários foram informados de que é “improvável” que recebam o prémio de 2020.
Assiste-se assim a uma reviravolta dramática na Airbnb, que foi a IPO tecnológica “mais quente” do ano até que a crise da covid-19 atingiu os EUA no mês passado. A empresa já tinha contratado os bancos para liderar a oferta, no sentido de testar se a plataforma poderia atingir sua avaliação de mercado privado de 31 mil milhões de euros a partir de 2017.
Segundo o Wall Street Journal informou em fevereiro, a Airbnb perdeu 322 milhões de dólares nos primeiros nove meses do ano passado, depois de reportar um lucro de 200 milhões de dólares em 2018, revelando já um aumento expressivo de na despesa.
Agora, a empresa enfrenta o impacto de uma indústria de viagens e turismo quase parada em todo o mundo e está a reembolsar cancelamentos. A Associação de Viagens dos EUA espera que a indústria perca 4,6 milhões de empregos este ano.
Em todo o mundo, existem mais de 585.040 casos de coronavírus com pelo menos 26.819 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins. Nos EUA, existem pelo menos 97.028 casos de coronavírus com pelo menos 1.475 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.





