Polícia espanhola deteta 12 mil novos sites de burlas sobre o coronavírus

Destaque para uma vacina falsa contra a COVID-19, cuja verdadeira intenção é, segundo o vice-diretor operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González,

Sónia Bexiga

A Polícia Nacional espanhola anunciou,esta sexta-feira, que os seus especialistas localizaram cerca de 12 mil páginas da internet relacionadas com o tema da pandemia do coronavírus, as quais foram criadas “em grupo e sob os mesmos prestadores de serviços” para espalhar atividades ilegais.

De entre as ofertas destas páginas, destaque para uma vacina falsa contra a COVID-19, cuja verdadeira intenção é, segundo o vice-diretor operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González, citado pelo Elconfidencial,  “obter dados pessoais e bancários”.

Diante dessa situação, González pediu que o públicos questione a origem dos contactos e não abra links suspeitos. ” Não abra ‘links’ suspeitos ou baixe arquivos, compre apenas em lojas ‘online’ confiáveis ​​e forneça apenas os dados pessoais estritamente necessários”, disse o DAO da Polícia Nacional.

A polícia espanhola também apresentou um guia de boas práticas para evitar a disseminação de burlas e notícias falsas nas redes sociais, que contém cinco recomendações e que serão divulgadas através de perfis oficiais no Instagram, Facebook, YouTube e Twitter.

5 passos para evitar notícias falsas
De acordo com o guia elaborado pela Polícia Nacional espanhola existem cinco dicas simples para evitar a desinformação que afeta as redes sociais em tempos de coronavírus:

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Pesquisa no Google: uma pesquisa rápida no Google ou noutros mecanismos de pesquisa pode dar uma resposta sobre a fiabilidade do conteúdo.

Comparar informações: a maneira mais rápida e segura de verificar informações é recorrer a fontes oficiais.

Suspeitar: Uma imagem corporativa, como um logotipo, um carimbo ou qualquer tentativa de tornar uma página oficial, não é suficiente por si só para demonstrar a validade das informações.

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Consultar: “Lembre-se de que, embora as informações não possam ser consideradas estritamente falsas, saber quem é o emissor pode ajudar a saber se são opiniões ou informações objetivas”, diz o guia.

Não partilhar: Não partilhar se tiver dúvidas sobre o que está a ler. “Muitas ‘notícias falsas’ podem criar medo irracional ou causar danos enormes”, alertam os agentes.

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