Avaliação bancária das casas bate novo recorde em Portugal

O INE realça que «a informação deste destaque não reflecte ainda a situação actual determinada pela pandemia Covid-19», sendo, por isso, «de esperar que as tendências aqui analisadas se alterem substancialmente».

Ana Rita Rebelo

O valor médio da avaliação bancária no âmbito do crédito à habitação foi de 1.337 euros em Fevereiro, mais sete euros do que no início do ano, mantendo a tendência de crescimento registada nos últimos três anos, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira.

Este valor, segundo o gabinete de estatísticas nacional, representa um aumento de 0,5% relativamente a Janeiro e de 7,9% face ao mesmo mês do período homólogo.

Contudo, o INE realça que «a informação deste destaque não reflecte ainda a situação actual determinada pela pandemia Covid-19», sendo, por isso, «de esperar que as tendências aqui analisadas se alterem substancialmente».

Ainda em Fevereiro, a Região Autónoma da Madeira (1,3%) registou a maior subida, enquanto o Alentejo (-2,0%) destacou-se pela negativa.

Face ao período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 7,9%. A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa (9,1%) e a menor foi registada no Alentejo (2,4%).

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Por tipologia, a avaliação média por metro quadrado (m2) dos apartamentos fixou-se nos 1.429 euros, ou seja, subiu 9,1% face ao mesmo período do ano passado.

Quanto ao ao valor médio da avaliação bancária das moradias, este foi de 1.177 euros por m2, o que equivale a um crescimento de 4,6% relativamente ao período homólogo. 

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