Jovens judeus franceses causam incidentes no aeroporto de Valência e obrigam a intervenção policial: Israel fala em antissemitismo. Veja o vídeo

Um grupo de 47 jovens franceses, com idades entre os 10 e 15 anos, e quatro responsáveis foram retirados de um voo da Vueling no aeroporto de Manises, em Valência

Francisco Laranjeira

Um grupo de 47 jovens franceses, com idades entre os 10 e 15 anos, e quatro responsáveis foram retirados de um voo da Vueling no aeroporto de Manises, em Valência: uma das líderes do grupo, de 21 anos, foi detida pela Guardia Civil num incidente que o Governo israelita descreveu como “antissemita”, uma vez que se tratam de jovens judeus.

Segundo fontes da Guardia Civil, a intervenção deveu-se a “repetidos comportamentos inadequados” e à “manipulação de materiais de emergência” pelos menores, salientou a publicação ’20 Minutos’. A ação foi realizada após notificação da tripulação, que alertou sobre os distúrbios durante o embarque.



A versão da Guardia Civil contrasta com a oferecida por familiares e funcionários do acampamento de verão Kinneret, que organizou a viagem, que denunciaram uma reação desproporcional motivada por preconceito antissemita. O ministro israelita para a Diáspora, Amichi Chikli, descreveu o incidente como “um dos incidentes antissemitas mais graves da memória recente” e denunciou o facto de o líder do grupo ter sido “preso e espancado”. Chikli afirma que os jovens estavam a “cantar canções em hebraico” e que a tripulação respondeu afirmando que “Israel é um Estado terrorista”.

“Negamos categoricamente qualquer alegação que vincule a decisão da nossa tripulação à expressão religiosa dos passageiros envolvidos, a qual respeitamos integralmente. […] Rejeitamos categoricamente qualquer forma de discriminação, sem exceção”, indicou a Vueling, salientando que “a segurança dos nossos passageiros e das nossas operações é, e sempre será, a nossa principal prioridade”.

Segundo a companhia aérea e a Guardia Civil, os adolescentes “interromperam ativamente a demonstração de segurança obrigatória”, adulteraram equipamentos de emergência e ignoraram diversos avisos. A situação levou à ativação do protocolo de segurança e à solicitação de intervenção da Guardia Civil pela tripulação.

Mais tarde, no terminal, a companhia aérea alegou que o comportamento disruptivo do grupo continuou, e “alguns indivíduos demonstraram uma atitude violenta em relação às autoridades, o que levou à prisão de um dos líderes do grupo”.

Os adolescentes foram transferidos em vários voos para França, e parte do grupo passou a noite num hotel perto do Aeroporto de Manises.

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