Com a pandemia ao virar da esquina, Portugal ainda recebeu 1,6 milhões turistas em fevereiro

Estes resultados foram influenciados pelo efeito do período de Carnaval, que este ano ocorreu em fevereiro e no ano anterior ocorreu em março.

Sónia Bexiga

Em fevereiro de 2020, o setor do alojamento turístico deverá ter registado 1,6 milhões de hóspedes e 3,9 milhões
de dormidas, correspondendo a aumentos de 16,0% e 15,3%, respetivamente (quando em janeiro os aumentos foram de 12,2% e 7,6%, pela mesma ordem), de acordo com os números revelados esta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística.

Com a atual pandemia a condicionar a atividade da generalidade dos setores económicos, e com a particular preocupação sobre o Turismo,o INE decidiu divulgar antecipadamente, de forma excecional, estatísticas sobre a atividade turística em fevereiro de 2020 baseadas na informação primária já recolhida até 24 de março no âmbito do Inquérito à Permanência de Hóspedes na Hotelaria e outros alojamentos.

Dessa recolha, destaca-se ainda o facto de as dormidas de portugueses terem aumentado 27,2% ( numa subida de 12,1% em janeiro) e as de estrangeiros crescerem 10,0% (aumentando 5,6% em janeiro). Os hóspedes residentes terão sido 777,6 mil, o que se traduziu num acréscimo de 23,9% (representando mais 12,9% em janeiro) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 828,4 mil e aumentaram 9,5% (mais 11,6% em janeiro).

Estes resultados foram influenciados pelo efeito do período de Carnaval, que este ano ocorreu em fevereiro e no ano anterior ocorreu em março. Adicionalmente há também que considerar outro efeito de calendário, dado que fevereiro teve 29 dias em 2020, mais um que em 2019.

No que diz respeito aos principais mercados emissores de turistas para Portugal, o INE apurou que a maioria registou crescimento em fevereiro. De entre esta lista, destacaram-se os aumentos registados os mercados espanhol , que resceu 41,4%), o canadiano com uma subida de 32,8% e ainda o brasileiro numa progressão de 32,4%.

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Importa salientar que, já influenciado pelos efeitos da Covid-19, o mercado chinês registou um decréscimo de 51,3% em fevereiro.

 

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