Um vídeo gravado por um morador da cidade chinesa de Zhuhai, localizada na província de Guangdong, mostra como uma imponente nuvem negra cobriu todo o céu da cidade em apenas alguns minutos.
A imagem foi produzida devido à chegada do Tufão Wipha, que ativou todos os alertas devido à previsão de ventos fortes e chuvas torrenciais.
Timelapse: Massive dark clouds rolling over Southern #China's #Zhuhai as #TyphoonWipha makes landfall pic.twitter.com/LNXgoLa6Ko
— ShanghaiEye🚀official (@ShanghaiEye) July 21, 2025
Strong winds hit Zhuhai, Guangdong Province, as Typhoon Wipha approaches 🇨🇳#typhoonwipha #chinaweather #zhuhai #guangdong #stormalert #climateupdate #extremeweather #naturaldisaster pic.twitter.com/u3KspL11u5
— Pakistan Economic Network (@NetPakistan) July 21, 2025
O tufão Wipha atingiu este domingo Taishan, na província de Guangdong, sudeste da China, levando à retirada de 669.162 pessoas e à ativação de medidas de emergência em várias localidades, incluindo a suspensão de aulas e transportes.
De acordo com o Centro Meteorológico Nacional da China, o tufão chegou à costa de Guangdong às 17h50 (10h50, em Lisboa), com ventos que atingiram os 33 metros por segundo.
Após tocar terra, o Wipha perdeu intensidade e foi reclassificado como tempestade tropical severa, indicou a televisão estatal CCTV.
Quatro cidades — Zhuhai, Yangjiang, Jiangmen e Maoming — e 15 vilas ativaram a resposta de emergência de nível um, o mais elevado no sistema chinês para este tipo de situações.
Zhuhai e Yangjiang suspenderam todas as atividades escolares, económicas e de transporte desde a manhã de domingo.
As autoridades chinesas anunciaram ainda a suspensão de várias linhas ferroviárias entre domingo e esta segunda-feira, devido ao impacto do tufão.
Nas região semiautónoma de Hong Kong, foi emitido o alerta de tempestade mais elevado, com ventos superiores a 167 quilómetros por hora. A passagem do Wipha provocou chuvas intensas, o cancelamento de mais de 200 voos e pelo menos 30 feridos, segundo o jornal local South China Morning Post.
De acordo com previsões meteorológicas locais, o Wipha deverá atravessar de leste para oeste a costa ocidental de Guangdong, entrando esta segunda-feira no golfo de Beibu, antes de se dirigir para a costa nordeste do Vietname.
Especialistas citados pelo jornal estatal Global Times alertaram que o tufão poderá voltar a tocar terra mais do que uma vez em Guangdong, com risco de ventos fortes e chuvas intensas.
O Wipha é o sexto tufão da temporada na Ásia. No início de julho, o Danas atingiu por duas vezes a província oriental chinesa de Zhejiang, depois de provocar pelo menos dois mortos e centenas de feridos em Taiwan.
Macau cancela sinais de alerta de tufão
A Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau cancelou esta segunda-feira os sinais de alerta devido à passagem do tufão Wipha, à medida que este se afasta do território.
Todos os sinais “de tempestade tropical foram cancelados às 06h00 locais [23h00 de domingo em Lisboa]”, indicaram os SMG, notando que a essa hora o Wipha se encontrava “a cerca de 350 quilómetros a oés-sudoeste” do território.
As autoridades chegaram a emitir no domingo, às 12h30 (05h30 em Lisboa), o sinal 10 de tempestade tropical, o máximo na escala de alerta, quando o tufão se encontrava a cerca de 60 quilómetros de Macau.
Pelas 17h00 (10h00 em Lisboa) o alerta de tempestade tropical foi reduzido para sinal 8 e cerca de cinco horas depois foi declarado o fim de estado de prevenção imediata, baixando-se para sinal 3.
A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10, cuja emissão depende da proximidade da tempestade e da intensidade do vento.
Também o alerta azul de storm surge (maré de tempestade), o mais baixo de uma escala de cinco níveis, foi cancelado.
De acordo com as últimas informações do Instituto de Ação Social, 139 pessoas recorreram aos centros de acolhimento de emergência, que entretanto foram encerrados.
Os Serviços de Saúde de Macau e o hospital privado Kiang Wu contabilizaram cinco feridos devido ao tufão.
Em setembro de 2018, o tufão Mangkhut provocou 40 feridos e inundações graves no território.
Um ano antes, o Hato, considerado o pior tufão em mais de 50 anos a atingir Macau, causou dez mortos e 240 feridos.








