Adivinhe quem está de volta: não lhe toque nem queime. O que fazer com a temida lagarta dos pinheiros

Se se sentirem atacados, separam-se dos seus pelos e podem causar reações alérgicas sérias. Pelo que o melhor é mesmo afastar-se delas, controlar as crianças e também tomar conta dos animais de estimação

Francisco Laranjeira

Há milhares de anos que vivem nas florestas de pinheiros do Mediterrâneo, mas as infinitas fileiras das lagartas do pinheiro (‘thaumetopoae Pityocampa’) continuam a causar calafrios à população. Agora é a hora – embora adiantada e com maior duração do que no passado – em que muitos destes temidos insetos descem das árvores e começam a cruzar-se com pessoas e os seus animais de estimação.

Se se sentirem atacados, separam-se dos seus pelos e podem causar reações alérgicas sérias. Pelo que o melhor é mesmo afastar-se delas, controlar as crianças e também tomar conta dos animais de estimação.



O seu ciclo biológico é complexo: no verão, a lagarta adulta põe os ovos nas agulhas dos pinheiros e 30 ou 40 dias depois (em setembro a outubro), as lagartas nascem. Quando chega o inverno, constroem os ninhos nos ramos dos pinheiros, que só abandonam para continuar a alimentar-se e a crescer.

Ainda no inverno (no momento em que estamos agora) ou no início da primavera, dependendo da área, os insetos descem das árvores para se enterrar, tornam-se em crisálidas e transformam-se em borboletas. E comece de novo. Alguns espécimes podem permanecer enterrados durante um ano ou mais para garantir a sobrevivência.

A sua mera presença não mata os pinheiros. “É muito raro que isso ocorra, porque eles não comem os rebentos macios e quando este saem, na primavera, a lagar já não está lá, o que permite que as árvores afetadas voltem”, explicou Mireia Banqué, do centro de investigação CREAF e responsável pelo programa Alerta Florestal, citado pelo jornal espanhol ‘El País’.

O que fazer caso entre em contacto?

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas resultantes do contacto com os pelos urticantes traduzem uma reação alérgica cuja gravidade depende da intensidade da exposição e da sensibilidade individual. Os sintomas podem surgir alguns minutos ou horas após o contacto e persistir por várias horas ou dias.

Esteja atento/a aos seguintes sintomas:

– Reação urticariforme: irritação cutânea com prurido (comichão), ardor, eritema (pele vermelha) e edema (inchaço). As lesões cutâneas têm características maculopapulares e podem ser acompanhadas de vesículas.
– Irritação ocular: em tudo semelhante a uma conjuntivite com os olhos avermelhados, prurido e edema.
– A inalação dos pelos pode desencadear tosse e dispneia (dificuldade respiratória) de gravidade variável.

Estes episódios são muito frequentes tanto nos adultos, como nas crianças, principalmente na fase em que os pelos são libertados.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas. Em caso de contacto com a lagarta do pinheiro, estes são os procedimentos que deve ter:

– Remoção do vestuário;
– Lavagem da pele ou olhos com água corrente;
– Remoção dos pelos urticantes que possam ter ficado aderentes à pele (por exemplo, com um adesivo);
– Aplicação local de creme hidratante;
– Administração de anti-histamínico por via oral.
– No caso de contacto por via ocular deve sempre recorrer-se à observação por oftalmologista.
– Perante uma reação alérgica mais intensa deve ser feita uma observação no serviço de urgência.
– Se necessário, ligue 112.

E os animais?

Os animais são igualmente sensíveis ao contacto com as lagartas sendo aconselhado procedimentos idênticos. Será conveniente uma observação por um veterinário particularmente no caso de cães e gatos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.