Reclamações disparam nos hospitais privados e diminuem nos públicos. Estes são os que registam mais queixas

Os hospitais privados em Portugal registaram um aumento de 13% no número de reclamações entre 2023 e 2024, enquanto os hospitais públicos tiveram uma redução de 14%, de acordo com um relatório da Consumers Trust Labs.

André Manuel Mendes

Os hospitais privados em Portugal registaram um aumento de 13% no número de reclamações entre 2023 e 2024, enquanto os hospitais públicos tiveram uma redução de 14%, de acordo com um relatório da Consumers Trust Labs.

O estudo, baseado nos dados do Portal da Queixa, analisou o volume e os motivos das reclamações dos utentes nos últimos dois anos e revelou tendências na percepção da qualidade dos serviços hospitalares.

Os dados indicam que, ao longo de 2024, os hospitais privados continuaram a apresentar um volume superior de reclamações, atingindo um pico no quarto trimestre, com um aumento de 23%. Esse crescimento pode estar relacionado com a maior procura por serviços médicos durante esse período.

No setor privado, os principais motivos de queixa foram cobrança indevida (23%), mau atendimento (22%) e má qualidade do serviço (11%). Outros problemas frequentes incluem dificuldades na marcação de consultas, reembolsos não efetuados, informações incorretas e longos tempos de espera.

Nos hospitais públicos, as reclamações tiveram como principais causas mau atendimento (30%), tempo de espera prolongado (12%) e má qualidade do serviço (10%). Os utentes também mencionaram dificuldades na marcação de consultas, cobrança indevida e problemas no contato com as instituições.

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Entre os hospitais privados, os grupos com maior número de reclamações no Portal da Queixa foram CUF (41%), Lusíadas Saúde (22%), Hospital da Luz (18%) e Trofa Saúde (11%).

No setor público, os hospitais mais mencionados nas queixas foram Hospital Beatriz Ângelo (8%), Hospital Santa Maria (7%), Hospital Pedro Hispano (6%) e Hospital de Braga (5%).

Lisboa e Porto lideram o volume de reclamações, o que pode estar relacionado com a maior concentração de utentes e demanda por serviços hospitalares nessas regiões.

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A faixa etária entre 35 e 54 anos é a que mais regista reclamações, possivelmente devido ao uso frequente dos serviços hospitalares para si e para familiares dependentes. Em ambos os setores, a avaliação média das instituições após a resolução das reclamações permanece abaixo de 4 pontos em 10, sugerindo que as respostas oferecidas aos consumidores não têm sido satisfatórias.

 

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