Vende coisas no OLX ou na Vinted? Sabe se tem de declarar no IRS? Nós explicamos

Vender roupa, livros ou outros bens em segunda mão através de plataformas como a Vinted ou o OLX continua, por agora, isento de IRS. No entanto, as regras mudaram para vendedores ativos, que já têm de prestar informações à Autoridade Tributária.

Executive Digest com DECO PROTeste

Vender roupa, livros ou outros bens em segunda mão através de plataformas como a Vinted ou o OLX continua, por agora, isento de IRS. No entanto, as regras mudaram para vendedores ativos, que já têm de prestar informações à Autoridade Tributária.

A venda de bens em segunda mão entre particulares não está sujeita a IRS nem a outros impostos, desde que não se trate de uma atividade profissional. Apesar de existir a possibilidade de alterações futuras, as transações informais mantêm-se, por enquanto, fora do radar fiscal.

Contudo, a diretiva europeia que combate a fraude, a evasão fiscal e o branqueamento de capitais já foi transposta para a legislação portuguesa. Esta estabelece uma distinção entre os vendedores casuais e os considerados profissionais.

Quando é considerado um vendedor profissional?

A partir de 2024, as plataformas como a Vinted e o OLX passaram a comunicar dados à Autoridade Tributária sobre vendedores considerados ativos. Estes são definidos como aqueles que realizam mais de 30 transações anuais ou ultrapassam os dois mil euros de ganhos num ano civil.

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Vendedores que não atingem estes limites continuam isentos de obrigações fiscais adicionais. Porém, os vendedores profissionais devem preencher a declaração DAC7, que é enviada às Finanças pela plataforma.

A declaração inclui:

  • Dados fiscais e de identificação do utilizador;
  • Número de transações realizadas e respetivo valor;

Plataformas como a Vinted já começaram a enviar estas informações aos utilizadores no início de 2025, disponibilizando um resumo dos ganhos de 2024, o número de vendas por mês e trimestre e os dados pessoais submetidos.

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Caso detete erros na declaração DAC7, o vendedor pode solicitar correções diretamente na plataforma. A ausência de resposta às solicitações pode levar à suspensão de vendas e de pagamentos pendentes, embora não haja sanções diretas para os utilizadores.

Já as plataformas enfrentam coimas significativas caso não cumpram os requisitos legais.

A DECO PROteste considera que, embora a implementação de regras seja necessária, algumas exigências, como a recolha da data de nascimento, podem ser excessivas. A associação recomenda aos utilizadores que leiam atentamente os termos e condições das plataformas e verifiquem periodicamente o histórico de operações para evitar surpresas.

Para os consumidores que não desejam partilhar os seus dados com a Autoridade Tributária, a única forma de garantir essa privacidade é manter as transações abaixo dos limites estipulados.

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