O presidente executivo do Credit Suisse, Tidjane Thiam, vai abandonar o cargo, depois do polémico caso de espionagem a Iqbal Khan, o antigo responsável pela gestão de fortunas do banco, que levou ao suicídio de um consultor da instituição, segundo um comunicado do banco, divulgado pela “Bloomberg”.
Apesar de ter o apoio dos principais accionistas, Thiam vai ser substituído no cargo por Thomas Gottstein, que actualmente lidera a unidade suíça do banco, e que o chairman do Credit Suisse, Urs Rohner, tem o apoio «unânime» por parte da administração do banco para terminar o seu contrato que termina em Abril de 2021.
Thiam vai deixar o cargo depois de apresentar os resultados referentes ao quarto trimestre do ano passado, em Zurique, no final da próxima semana.
Segundo noticiou a imprensa local, na altura, Thiam decidiu dar uma festa em sua casa, perto do Lago de Zurique, onde também estava Iqbal Khan, que liderava a equipa de Gestão de Fortunas e que acabou por se envolver numa forte discussão com Thiam. Khan acabou demitido em Julho do ano passado e foi contratado pela UBS, o maior rival do Credit Suisse, para o cargo de vice presidente da unidade de gestão de fortunas mundial. É aí que começa o capítulo desta história que culminou numa morte.
A decisão do UBS levou o Credit Suisse a pedir ao responsável pela segurança do banco para começar a observar Khan, por temer que o gestor tentasse levar clientes e recrutasse ex-funcionários do banco suíço ou até mesmo colaboradores que ainda lá trabalhavam. O gestor percebeu que estava a ser perseguido e acabou por apresentar queixa. Mais tarde, o consultor que contratou a empresa de investigação Investigo, em nome do Credit Suisse, foi encontrado morto, com sinais de tentativa de suicídio.











