“Guerra moderna está a ser desenvolvida aqui”: Portugal foi palco de testes dos drones ucranianos

O 15º exercício REPMUS 2024 (‘Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems’) arrancou no passado dia 9 e contou com militares de 30 países, entre membros da NATO e Coreia do Sul, Brasil, Austrália ou Japão

Revista de Imprensa
Setembro 25, 2024
9:44

Militares ucranianos especialistas em drones estiveram, nas últimas semanas, em Tróia para testar as mais recentes tecnologias no maior exercício do género a nível mundial, o REPMUS 2024, organizado pela Marinha portuguesa: de acordo com o ‘Correio da Manhã’, o exercício permitiu testar as tecnologias desenvolvidas pelos países da NATO no uso de veículos não tripulados.

“A guerra moderna está a ser desenvolvida aqui. Há conceitos testados aqui há cinco e seis anos que já foram usados, por exemplo, na Ucrânia. Conceitos revolucionários relativamente à forma como se faziam os combates antigamente”, explicou o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo.

“Temos aqui um conjunto muito elevado de elementos ucranianos que estão a operar connosco. Muitas das informações nessa área não poderei revelar, mas o nosso esforço é significativo”, acrescentou o responsável militar.

“Não temos uma grande capacidade material, mas temos um potencial intelectual e uma capacidade de inovar e produzir coisas que são totalmente disruptivas na frente de batalha. Isto permite que uma força mais pequena enfrente um inimigo muito mais poderoso e com muito mais capacidade”, reforçou.

O 15º exercício REPMUS 2024 (‘Robotic Experimentation and Prototyping with Maritime Unmanned Systems’) arrancou no passado dia 9 e contou com militares de 30 países, entre membros da NATO e Coreia do Sul, Brasil, Austrália ou Japão, assim como instituições académicas e empresas de tecnologia no Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em Tróia.

Houve mais de 700 eventos ao longo do exercício, que permitiram testar aparelhos não tripulados para operações aéreas, terrestres, de superfície e de subsuperfície, com particular destaque para a interoperabilidade entre os mesmos, para permitir o uso de centenas ou milhares de drones em simultâneo.

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