As autoridades chinesas elevaram terça-feira para 427 mortos o balanço do surto de pneumonia provocado pelo coronavírus (2019-nCoV) detectado em Dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei.
Um homem de 39 anos, residente em Hong Kong, morreu hoje vítima de pneumonia viral causada pelo novo coronavírus. Esta é a primeira morte relacionada com o vírus naquela região administrativa especial chinesa e a segunda fora da China continental. No sábado, um chinês de 44 anos, natural de Wuhan, morreu nas Filipinas.
O número de infectados também aumentou: são mais de 20 mil infectados só na China. Em termos globais foram detectados 151 casos em 26 países e regiões. Na Europa, há um caso confirmado de coronavírus na Bélgica, confirmou em comunicado a ministra da Saúde do país, Maggie De Block. Este é o nono país europeu com casos confirmados, depois da Alemanha, França, Itália, Rússia, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido.
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A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira passada uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do novo coronavírus na China.
As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.
O vírus já matou mais na China do que a epidemia de SARS (síndrome respiratória aguda grave). Este último surto começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos de SARS durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar a síndrome respiratória aguda grave erradicada.
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Veja aqui, em tempo real, o mapa da propagação do coronavírus.