A resposta de Portugal ao surto de coronavírus não está a ser vista de forma positiva pelos profissionais de saúde. Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, refere em declarações à TSF, que «estamos preparados para lidar com poucos casos. Se houver uma epidemia, não».
Miguel Guimarães considera que existe uma grande falta de informação relativamente ao vírus, «recebi este fim de semana telefonemas de familiares de portugueses que chegaram da China, porque eles não tinham qualquer informação», explica.
Já Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros garante que Portugal não está preparado logisticamente: «No sábado, andava a senhora enfermeira, directora nos serviços que ainda estão activos, a perguntar se tinham colchões para poderem abrir um pavilhão desactivado para colocar os portugueses que iam chegar de Wuhan. Portanto, se me pergunta se estamos preparados do ponto de vista logístico, não, diz citada pela TSF.
A falta de coordenação por parte das autoridades médicas é outras das falhas apontada por Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros: «O assunto foi muito mal gerido desde a primeira hora. Fiquei pasmado», assume. Marta Soares, acrescenta ainda, em tom de alerta, que 90% das actividades do INEM são realizadas pelos bombeiros, neste sentido, a segurança dos doentes é tão importante, como a dos operacionais «é preciso saber se há equipamento, qual é o procedimento. Está tudo na mesma.»
Os técnicos de emergência hospitalar também referem que a sua segurança está a ser descurada, apontando falhas concretas, como a falta de «luvas, óculos, etc. ás vezes nem há o equipamento que o INEM considera essencial», assume Pedro Meira, técnico de emergência hospitalar, citado pela TSF.





