O primeiro grupo de imigrantes ilegais chegou à praia de Monte Gordo a 11 de Dezembro de 2019 e o segundo foi identificado ao largo de Olhão na última semana. Os 19 jovens, que dizem ter saído da cidade marroquina de El Jadida, continuam à guarda do Conselho Português para os Refugiados. Mas, mês e meio depois do primeiro caso, o embaixador de Marrocos em Lisboa, Othmane Bahnini, disse, em entrevista à “TSF”, que não foi informado da situação pelo Governo nem pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
«Estamos a acompanhar a situação pela comunicação social, ainda não fomos contactados pelas autoridades. Penso que isso poderá acontecer nos próximos dias, mas para já continuamos à espera», admitiu o representante diplomático de Marrocos.
Para já, Bahnini nem consegue confirmar a nacionalidade dos jovens. «Eles dizem que são marroquinos, mas nós ainda não tivemos a oportunidade de identificar as pessoas. Como embaixador de Marrocos, não posso confirmar a 100$ que sejam marroquinos».
Mesmo sem confirmar a ligação directa a Marrocos, o alto responsável afasta a ideia de uma nova rota de imigração ilegal e considerou que as chegadas ao Algarve foram casos isolados. Recusou-se também a associar a Marrocos ao rótulo de refugiados: «Isso é algo que não podemos aceitar. Marrocos é um país estável, com uma economia próspera. Não há qualquer situação que obrigue as pessoas a imigrar para a Europa desta forma».
O pedido de protecção internacional dos 11 jovens identificados na última semana está, neste momento, a ser analisado pelo SEF. O primeiro grupo que desembarcou em Monte Gordo, em Dezembro, viu o pedido recusado, ainda assim os oito jovens ainda podem recorrer da decisão com o apoio jurídico do Conselho Português para os Refugiados.














